domingo, outubro 19, 2008

Finis

Isto é o fim. Obrigado a todos os que passaram por cá.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Medida

Num ofício enviado para Lisboa em 16 de Julho de 1935, Veiga Simões, embaixador português na Alemanha, relata que uma recente disposição proíbe que os espectadores assobiem os filmes exibidos nos cinemas. Tal acto contrariaria a aprovação da fita pela censura, correspondente “ao interesse que tenha o Führer em que qualquer filme seja popularizado”. A polícia vigiaria os comportamentos do público nas salas.

As reacções de desagrado de espectadores judeus à exibição num cinema de Berlim de um filme sueco (anterior a 1933) com uma personagem judaica caricatural serviriam de pretexto a tumultos anti-semitas aprovados pela imprensa.

quinta-feira, outubro 09, 2008

30

Podem encontrar aqui um texto interessante sobre a influência da Grande Depressão no cinema.

terça-feira, outubro 07, 2008

Gordo

A poucas semanas da estreia de “W.”, o bioépico do actual presidente americano de Oliver Stone, outros sectores políticos não deixam de se manifestar no cinema. O novo filme de David Zucker, “An American Carol”, parodia a figura de Michael Moore e, partindo da perspectiva republicana, critica o “pacifismo” e “anti-americanismo” da esquerda radical. Para lá do currículo do realizador, destacam-se as potencialidades de uma comédia política declaradamente direitista que responda à “hegemonia” liberal na indústria americana. No entanto, nem os críticos nem o público parecem ter ficado convencidos com a obra de Zucker, a que é apontada a falta de qualidade do humor que se verificara já nos dois “Scary Movies” mais recentes. Embora esta seja uma produção com vista ao consumo doméstico (mas não serão também os documentários de Moore supostamente apenas para americanos?), seria interessante que a pudéssemos ver por cá.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Suspeita

Se Alexandre Valente afastou o realizador Nicolau Breyner da rodagem de "Second Life", quer dizer que vem aí (mais) um desastre?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Gomas

“Tempestade Tropical”, de Ben Stiller

Apesar da imagem pacata e simpática que alguns dos filmes que protagonizou lhe criaram, Ben Stiller não deixa de estar disponível para projectos mais ácidos e selvagens de comédia. Como realizador e co-argumentista, entre outras funções, desenvolve agora uma paródia aos filmes sobre a guerra do Vietname que acaba por se converter numa análise desassombrada da indústria cinematográfica americana.

Ao contrário do que se esperava, Tom Cruise revela-se a verdadeira estrela do filme, num dos seus melhores desempenhos de sempre, expressando a linguagem crua e hilariante dos diálogos. Isto não diminui o mérito de Black, Stiller e Downey Jr., que “entram” bem nos seus personagens caricaturais.

Explorando o potencial cómico da premissa, o argumento consegue tocar um pouco em todo o lado, entre actores, agentes, produtores, realizadores e Óscares. Para além do brilho da sátira cinéfila, Stiller apresenta a capacidade de nunca abrandar na busca do absurdo, o que talvez prolongue em excesso a fita, que vagueia por vezes entre tanta loucura.

Sem ser perfeito (com a realização a tornar-se demasiado confusa mesmo para um filme de guerra), “Tempestade Tropical” afirma-se como uma das comédias mais arrojadas e engraçadas vindas dos EUA nos últimos tempos.
A melhor cena: Os falsos “trailers”.
A pior cena: Les faz uma oferta a Rick.

Nota: 7/10.

sábado, setembro 20, 2008

Novidade

O cinema sonoro chegou a Luanda em Setembro de 1932, com a exibição no Nacional Cine-Teatro de “A Oeste Nada de Novo”, de Lewis Milestone. No entanto, a má qualidade do som da cópia apresentada, com tiros e explosões inaudíveis, provocou a desilusão do público. (“Angola Desportiva”, 20-09-1932 e 04-10-1932)