Era uma linda sexta-feira como qualquer outra...
A gaja de quem eu gosto tinha ido para longe e eu fui-me afogar num multiplex perto de casa. o filme só podia ser um: Exterminador III. Aproveitei para me tentar sentido um pouco macho com o tio Arnaldo a rebentar tudo o que lhe aparecia à frente.
Sempre fui um fã da saga mas este filme é ridiculo demais, até para a minha masculinidade. O Arnaldo a dizer piadas e tudo a rebentar por todos os lados sem nexo.
Transcrevo aqui o que penso deste filme:
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O que dizer da sequela de duas obras-primas do cinema de acção/sci-fi
da década passada? O que dizer caso o génio detrás das camaras
diga: NÃO?
Respondo: DESILUSÃO E INCONSEQUÊNCIA.
Para analisar melhor o filme começo por duas pequenas análises
aos filmes anteriores.
Terminator 1: Cameron queria reproduzir visualmente a ideia
de colocar um esqueleto de metal a sair do fogo.Era a sua pretensão,
mas não
tinha dinheiro para produzir um filme passado no futuro de forma credível.
Então a sua arma foi a escrita e trouxe o futuro para o presente. Criou
o Extreminador no presente e criou um filme muito inteligente e muito opressivo.
A maneira como o Extreminador é filmado oprime, o espectador
respira fundo, tem suores e o suspense é manipulado de modo a estarmos
no lugar das personagens sabendo o mesmo que elas nas sequências de perigo.
Basta ver a maneira como o plano em que o Extreminador é visto pela
personagem principal, em câmara lenta com a mira vermelha no centro da cara.
Toda a sequência final da empilhadora é visualmente impressionante
mesmo agora pois o suspense está lá e este não se perde
com o tempo. Classificação 5 (0-5)
Terminator 2: A fotografia mais "dark" do filme anterior é um
pouco mais calorosa neste filme. Todos os detalhes da chegada do Extreminador
são íncriveis. Desde a sequência no bar, com o Extreminador
a arranjar a roupa e posteriormente a obter os óculos e a caçadeira
de uma maneira só possível num Universo BD. Depois toda a personagem
do Extreminador é trabalhada de uma maneira espectacular estabelecendo
com a criança uma relação pai-filho e ao mesmo tempo sem
perder de vista a sua missão.
Robert Patrick é letal. Nota-se na maneira como age com o que o rodeia, é misterioso
e os planos em que mata e usa as armas brancas são visualmente esmagadores
tendo um suspense aterrorizador. O filme custou 100 milhões e provocava
um efeito de novidade da mesma maneira que o anterior sendo para mim, a única
sequela que inova sem esmagar o trabalho do filme anterior e que unida ao anterior
cria um filme único.Classificação:
5 (0-5)
Mostow é um tarefeiro, com 170 milhões de dólares alguém
com espirito criativo faria qualquer coisa mais inventiva. O argumento é uma
cópia do anterior, indo desta vez directamente ao que interessa não
nos deliciando com aqueles pormenores que imortalizaram a saga. O argumento é retalhado,
poderia ter boas ideias, mas a realização deita tudo por água.
Não tem suspense, é tudo dado de uma maneira gratuita e nada,
mesmo nada inovadora. Arnold Schwarzenegger muda o registo para o burlesco
pois vendo bem o argumento não permite a sua personagem dar nas vistas
senão pelas cenas de acção ou pelo humor. Tudo o mais
já foi explorado de maneira magistral no filme anterior.
A tão falada cena do camião é um massacre visual. Nunca
se percebe bem o que está a acontecer pois só se veem coisas
a passar, a partir ou a ir pelos ares. A vilã é uma piada, poderia
ser uma boa ideia mas chega até para os argumentistas copiarem a cena
da casa de banho do True Lies. Mata sem qualquer suspense ou terror e cinco
minutos depois do filme acabar perguntamos quem é aquela bimba que andou
ali a dar uns tiros, onde está o "Nice Byke!" irónico
do Robert Patrick tal como as suas lâminas? E os meios de transporte? O universo
de Cameron criou fugas em carros antigos para o deserto, perseguições com motas,
camiões, helicopteros e robôs partidos ao meio mas querendo completar a sua
missão. Tudo isto voltar a aparecer sem qualquer nexo e lógica.
Nos filmes anteriores anteriores existia uma máxima: FUTURE
IS NOT SET. Agora
foi totalmente destruida com divagações confusas que nunca se auto-explicam
ou justificam.
A única coisa boa deste filme foi fazer-me rever os anteriores, tê-los
agora na minha colecção de DVDs e acreditem que vou começar
a revê-los para me esquecer deste pesadelo.
Esta saga só tem dois episódios!
Terninator 3: Classificação 0 (0-5)
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quarta-feira, julho 30, 2003
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