sexta-feira, agosto 01, 2003

Sessões e pipocas II

“Infiltro-me” nos posts para continuar a crítica do Pedro às salas de Lisboa, porque acho que a sala em que se vê um filme influencia muito a memória que fica dele:



O São Jorge, com melhor sala de Lisboa, a principal, e uma varanda/esplanada muito agradável com vista sobre a Avenida da Liberdade. Infelizmente, as salas mais pequenas não têm tanta qualidade. Devia ser mais acarinhado pelos lisboetas, mas infelizmente não fornece a combinação compras-jantar de fast food-quilos de pipocas (o S. Jorge já as teve em tempos, mas felizmente aboliu-as), que um multiplex oferece. É como o Mundial, com salas maiores, e intervalos. Procura combinar filmes americanos com outros mais alternativos, como a Cidade de Deus ou a Viagem de Chiiro. Como todos os cinemas antigos e de poucas salas, fica prejudicado pela falta de diversidade filmes exibidos em simultâneo.

O Vasco da Gama, cópia exacta do Colombo.

O Quarteto, com salas pequenas e a precisar de renovação, no entanto mantém por vezes alguns filmes que escapam aos multiplex.

O King, o paraíso para os que gostam de cinema menos mainstream, explorado pela Medeia, o que leva a salas semelhantes às do Monumental.

O Antigo Cinema Roma, com uma sala comparável em qualidade e dimensão só à sala principal do S. Jorge. Infelizmente hoje em dia só acolhe eventos especiais, como anteestreias, documentários, etc. Mas vale a pena ir lá nem que seja para conhecer.

O Londres, passa quase exclusivamente cinema mais comercial (se não exclusivamente). Tem possivelmente as cadeiras mais confortáveis, talvez até demais (facilita sestas em filmes mais aborrecidos).

E finalmente, o Àvila, sala pequena no centro de Lisboa. Não percam agora no Verão a reposição (a 2 euros!!!!) dos filmes que marcaram o Inverno!

O que prejudica estes cinemas mais pequenos não é a localização, no centro de Lisboa, ideal para ir ao cinema depois do trabalho ou ao fim de semana, quando Lisboa está entregue aos turistas, mas, como já referi, a fraca diversidade, como não poderia deixar de ser dada a reduzida dimensão. Isto afasta o tipo de espectadores chegamos-lá-e-depois-logo-decidimos. Também a ausência ou reduzida qualidade de serviços de apoio (não necessariamente pipocas, por incrível que pareça há quem goste de beber um café e ler um jornal no intervalo....). Espero que o público lisboeta não deixe estas salas morrer.

Sara Serra

PS: Espero por comentários que completem isto com as Twin Towers, o Almada Forum ou outros que eu não conheça. (Nunca tinha pensado que conhecia tantos....)

Sem comentários: