Falar dos próximos filmes do Batman e do Super-Homem tornou-se tão vago e fútil como discutir quais serão os candidatos às próximas eleições presidenciais portuguesas. Há anos que as publicações especializadas lançam nomes mais ou menos sonantes de actores e realizadores prontos para fazerem nascer novas versões cinematográficas das duas figuras da DC Comics (que vê a Marvel triunfar nas bilheteiras mundiais com as criaturas de Stan Lee). No entanto, parece acontecer sempre algo que faz esses nomes voltar atrás e abandonar os projectos. A nível dos realizadores, já se falou de Tim Burton, Darren Aronofsky, McG, Brett Ratner, Wolfgang Petersen... Quanto aos actores dispostos a tornarem-se heróis na tela, são inúmeros. A imprensa de Hollywood afirma já ter listas entre as quais será escolhido o homem certo, neste caso para o "Batman" que, ao que parece, Christopher Nolan rodará. Por enquanto, para variar, são só rumores...
Haverá realmente necessidade de prolongar (ou melhor, ressuscitar, pois as últimas obras das duas séries foram produzidas já há bastante tempo) as aventuras em imagem real do Homem-Morcego e do Homem de Aço? Curiosamente, as "carreiras" dos dois possuem vários pontos em comum. Embora o especialista neste assunto seja o Fernando Campos, sei que, se exceptuarmos produções antigas de pequeno orçamento, os dois heróis apareceram em quatro longas-metragens cada um, com uma evolução semelhante: primeiro filme - enorme sucesso de crítica e público; segundo - consolidação do êxito; terceiro - perda de qualidade, descaracterização da personagem e baixa de receitas; quarto - oficialmente nunca existiu, tal foi o ódio que lhe votaram os poucos espectadores que o viram.
Nesta altura, 16 anos depois de "Super-Homem IV" e 6 depois de "Batman e Robin", valerá a pena voltar a pegar nesses tipos e confiar neles para salvar o mundo e atrair multidões aos multiplexes?
sexta-feira, setembro 05, 2003
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