Lendo as últimas notícias, fico a saber que a 20th Century Fox contratou um argumentista para escrever "Die Hard 4: Die Hardest". Se Bruce Willis não odiar o texto que virá a ser produzido, o agente John McClane regressará aos ecrãs de cinema no Verão de 2005.
Os jornalistas de cinema parecem-me às vezes um pouco precipitados. Já muito se escreveu sobre "Die Hard 4": que se passaria na selva, que Britney Spears faria parte do elenco (espero que isto não tenha qualquer fundamento), que McClane morreria no final... Enfim, trata-se de um projecto com o objectivo de estourar as bilheteiras e os rumores só servem para fazer crescer a expectativa. Pessoalmente, acho que, quase uma década depois de "Die Hard - A Vingança", não faz muito sentido prolongar a série (também se poderia dizer o mesmo de "Terminator", mas fizeram mesmo mais um filme).
"Assalto ao Arranha-Céus" (1988) continua a ser um clássico do cinema de acção. O espaço restrito no qual decorre a história, a realização de John McTiernan e a maneira como Willis se integra na perfeição na pele de "action hero" (tudo poderia ser tragicamente diferente se o Arnaldo tivesse sido John McClane, como estava previsto inicialmente - já imaginaram o "Governator", o antecessor do Calhau, a encher o edifício com o seu sotaque austríaco?) asseguraram o sucesso de crítica e bilheteira. "Assalto ao Aeroporto" (1990), de Renny Harlin, não é tão inteligente ou cativante, mas diverte. A seguir (ou seja, em 1995), voltou McTiernan para rodar "Die Hard - a Vingança" (que parte do primeiro filme mas, sabe-se lá porquê, ignora completamente o segundo), que considero o mais fraco. Não por causa da parceria entre Willis e Samuel L. Jackson (que, como se voltaria a ver em "O Protegido", resulta muito bem), mas pelo facto de, com tantos cenários, situações e luz natural, se perder o efeito dos primeiros "Die Hard". A história também não é nenhum prodígio.
Bem, que regresse então McClane e nos salve, aos tiros, de mais um grupo de terroristas (actualmente, é necessário tratar esse tema com muita moderação e sensibilidade).
terça-feira, outubro 14, 2003
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