Dedico este volume a um dos maiores nomes da história da 7ª Arte, Clint Eastwood. O realizador/actor americano começou a sua carreira na televisão em séries cujo tema era centrado no Oeste Americano.
Nos anos sessenta aparece um projecto ambicioso de um realizador italiano que procura actores de renome para westerns. Após Bronson e Fonda rejeitarem Sergio Leone vira-se para Eastwood como o possivel substituto.
Nestes tempos criou-se uma lenda, o "cowboy sem nome" personagem que iria aparecer em mais dois filmes perfazendo uma trilogia que não é trilogia (uma vez que nunca se estabelecem ligações entre histórias/personagens).
Eastwood viveu tempos de glória perto do público mas um grande afastamento da crítica que a agora o "ama". Eastwood volta a marcar a sua carreira de uma personagem simbolica nos anos 70, Dirty Harry. As sequelas são muitas e perto dos anos 90 Eastwood começa a realizar películas mais regularmente.
Contra o que é hábito os seus dois títulos mais importantes são esquecidos pela crítica Europeia e amados pela Americana. Assim um pouco inesperadamente ganha dois Óscares com o melhor Western dos últimos 20 anos, Imperdoável.
Todos os seus filmes seguintes são marcados por um toque clássico brilhante e mesmo os filmes mais descontraídos são de uma qualidade acima da média.
Em 2000 faz aquele filme mais descontraído, Space Cowboys que a meu ver é um dos melhores filmes do género desde Os Efeitos. Pensando bem poderia mesmo dizer que é semelhante mas mais descontraído. E o último plano do filme é a sequência mais bonita que o cinema americano nos deu nos últimos 10 anos.
segunda-feira, outubro 20, 2003
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