sexta-feira, outubro 17, 2003

Os longínquos anos 90

Após meses de uma omnipresente campanha publicitária (como é habitual com a distribuidora portuense FBF Filmes), que gerou um enorme "hype" e levou a numerosas reservas de bilhetes para as primeiras sessões, estreia hoje finalmente "Xavier", do realizador Manuel Mozos, a grande revelação do cinema português ("Quando Troveja", a sua primeira obra a chegar aos cinemas, provocou, como todos se devem lembrar, enorme alarido).
A quem esteve fora de Portugal nos últimos tempos, revelo que "Xavier" (produzido por Paulo Rocha) é um drama sobre um rapaz abandonado pela mãe num orfanato que é adoptado, na adolescência, pelos Alves, uma família burguesa. O problema é que a instabilidade emocional própria da idade e um encontro surpreendente vão desequilibrar Xavier... Promete ser um enredo cheio de acção e emoção.
A estratégia comercial de Mozos e da FBF é tão apurada que esperaram 11 anos (a fita foi rodada em 1992) até chegar o momento perfeito para lançar o produto no mercado. Certamente a espera não será em vão e centenas de milhares de espectadores encherão as cinco (ainda mais que "Altar"!) salas nacionais nas quais "Xavier" estreia, vendo como eram actores como Alexandra Lencastre ou José Pedro Gomes no início da década passada. Tratar-se-á, afinal, de um saudável exercício de revivalismo dos anos 90.

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