Entre os órgãos de imprensa que existem apenas “online” (uma solução mais acessível financeiramente, presumo), contam-se algumas revistas especializadas dedicadas à 7ª Arte criadas há alguns anos. Na Internet portuguesa, é possível apontar os exemplos da “Estreia” e da “C de Crítica”.
O “site” da “Estreia”, regularmente actualizado, vale sobretudo pelas críticas aos filmes estreados nas salas ou em DVD nos últimos meses, apresentadas numa lista bastante completa. Além disso, possui notícias, antevisões de películas ainda não chegadas ao nosso país, “links” de tudo quanto é festival e um sistema que permite conhecer as salas nas quais se encontra em exibição determinado filme (pelo menos em Lisboa e no Porto). Trata-se de uma revista que não gosta de deitar nada fora: além de disponibilizar o arquivo, críticas e notícias antigas misturam-se com as mais recentes. O que é estranho é que a “Estreia” é anónima. As críticas (sem atribuição de classificação às fitas analisadas) referem-se por vezes a posições subjectivas (“estou totalmente de acordo”), mas não aparecem assinadas. Um óbvio precedente de “O Meu Pipi”.
Quanto à “C de Crítica”, é (ou era, visto que não é actualizada desde Junho) um projecto de um grupo de estudantes portuenses. Com um número reduzido de críticas (reunidas em arquivo), nas quais a avaliação é dividida pelos diversos aspectos do filme, possui no entanto, entre outras coisas, artigos sobre variados temas e entrevistas com realizadores portugueses (João Canijo, João Botelho, enfim, essa gente perigosa). Sem muitas imagens, trata-se de uma revista consagrada sobretudo ao cinema feito do lado de cá do Atlântico.
Sem destronar os “pesos-pesados” da Internet cinéfila lusa, como o 7ª Arte e o Cinema 2000, estas duas publicações merecem alguma atenção (e desejos de rápido regresso, no caso da “C de Crítica”).
quinta-feira, outubro 30, 2003
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