Estava só a brincar quando pedi o “link”, mas o Tiago Pimentel realmente leu o meu “post” e deu-nos a honra de sermos dados a conhecer aos visitantes do seu blogue. Obrigado, Tiago, pelos desejos de boa sorte. O teu espaço tem-se revelado bastante interessante.
Agora podemos praticar a tradição essencial da blogosfera: comentar o que os outros “postam”. Assim, Michael Moore é alvo de um texto bastante crítico do Tiago, que o acusa de ser um mentiroso, com base em artigos publicados na imprensa americana (o movimento para retirar o Oscar ao polémico activista de esquerda já existe há vários meses). Para já, leiam a resposta de Moore aos ataques de que é alvo. Será que tudo o que se publica sobre ele é exacto? Na verdade, só os opositores do documentarista apontam numerosos erros, exageros, inexactidões e falsificações a “Bowling for Columbine”. Assim como Moore destaca algumas críticas infundadas à sua obra, que pormenores exactos do filme denuncia a comunicação social como falsos?
No fundo, o que está em causa é que o Tiago odiou “Bowling for Columbine” e eu não (em primeiro lugar, porque acho que as questões levantadas por Moore vão muito além da sua visão parcial da política internacional na qual o Tiago concentra o ataque; e as razões da paranóia das armas que percorre os EUA, a qual o filme procura explicar afastando as teorias tradicionais)? É certo que, como escrevi num “post” em Julho (nos heróicos primeiros tempos deste blogue, que já parecem tão distantes; estamos a ficar velhos), Moore não é nenhum génio ou santo. Mesmo os maiores defensores do documentário-bomba reconhecem que se denotam sinais evidentes de narcisismo e demagogia no discurso do seu autor. Mas esse aspecto não põe em causa todos os factos e conclusões apresentados ao longo de quase duas horas. A luta conta o “fenómeno Moore” baseia-se acima de tudo em factores políticos. Inserindo-se abertamente no campo da esquerda radical, esse inimigo feroz de Bush não podia ficar imune aos reparos de quem discorda violentamente das suas opiniões e vê, por exemplo, a questão iraquiana de forma mais complexa (mas nem por isso mais correcta). Mas isso é outra história.
Seja como for, o texto do Tiago é, apesar de tudo, mais moderado que a crítica de Eurico de Barros a “Bowling for Columbine” (na qual Barros afirmou que correria Moore a tiro se estivesse no lugar de Charlton Heston).
sábado, outubro 04, 2003
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário