Assistindo ontem à exibição da comédia romântica "Kate e Leopold" (segue todos os parâmetros deste tipo de fitas, mas não ofende ninguém e até pode ser seguida com relativo interesse) na SIC, reparei em dois aspectos que provam como é bom ver cinema nesse canal: a existência de quatro intervalos publicitários (em vez dos três tradicionais) de duração considerável durante a difusão de uma longa-metragem com 109 minutos (ainda se fosse do tamanho de um "Magnólia" ou de um "Apocalypse Now Redux", aceitava-se) e, como se sabe, a supressão da ficha técnica, substituída por um "fim" em tons de azul. Para agravar esta última característica, o que se viu não foi o início dos créditos finais, como de costume, mas uma parte (com a duração de uns cinco segundos) escolhida aleatoriamente, com a canção de Sting nomeada para o Oscar em fundo.
Eu sei que isto não é tão grave como a situação no Médio Oriente, mas não deixa de evidenciar uma certa falta de respeito pelos telespectadores (resposta óbvia da estação: "Se querem menos publicidade e mais créditos finais, aluguem um vídeo. Nós temos carradas de comédias e filmes de acção para mostrar antes do jornal e não podemos perder tempo com esquisitices"). A propósito, que acham da presença actual do cinema nas programações das televisões nacionais e da qualidade média das obras transmitidas por estas?
domingo, outubro 05, 2003
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