sexta-feira, novembro 07, 2003

E assim acontece II

Bruno Lomba concebeu e apresentou recentemente uma nova página onde publica críticas e outros artigos sobre cinema. Não foi o primeiro a pensar nisso, é verdade, mas o visual impecável do seu blogue chama a atenção. Os (muitos) textos sobre longas-metragens possuem geralmente não mais que meia dúzia de linhas nas quais são expostas de forma clara uma opinião e uma classificação. As imagens (provenientes, nomeadamente, dos filmes que o bloguista considera fazerem parte do melhor de 2003, como "Kill Bill" ou "Dogville") são uma constante neste espaço (aberto à participação dos leitores) produzido por quem sabe do assunto.

Uma sequela de "O Diário de Bridget Jones" está a ser filmada? A sério? Renée Zellweger voltou a engordar? Para quê? Sou daqueles que acham que a comédia romântica de 2001 que agora conhece uma continuação (afinal não era aquele o homem perfeito para Bridget...) não tem piada ou imaginação nas doses aconselháveis e a própria personagem principal (dos seus amigos e amores é melhor nem falar) não inspira interesse por aí além. Terá a segunda aventura de Jones maior ambição? Talvez só um argumento muito bom pudesse levar a actriz principal a aceitar voltar àquilo.

"Adeus Lenine!" já vai na oitava semana de exibição, permanecendo tranquilamente em quatro salas de Lisboa (e uma de Oeiras). Vai assim seguindo o exemplo de "O Fabuloso Destino de Amélie" (2001) e "Fala com Ela" (2002). Tratam-se de filmes europeus (inventivos e com um lado comovente) exibidos em poucos locais e à margem dos maiores multiplexes (leia-se: Warner-Lusomundo), sem campanhas publicitárias dispendiosas e esmagadoras, mas acarinhados pela crítica (aí, "Amélie" foi por vezes excepção) e que, pouco a pouco, aparecem nas conversas de toda a gente, tornando-se autênticas referências. De vez em quando, manifesta-se a costela europeísta do público cinéfilo lusitano, graças a quem aposta na divulgação (não por puro idealismo, uma vez que as três obras citadas foram êxitos de bilheteira nos seus países natais) de fitas produzidas na UE.



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