Fui ver no passado fim de semana (com uma belissíma companhia) o filme que venceu o festival de Cannes.
Nunca tinha visto antes tanta conformidade no meio dos críticos de cinema sobre a pontuação a dar a este filme (5 estrelas desde o Público ao Expresso).
Realmente não poderei fugir a isso mesmo. O filme é um portento. É simples como poucos, pequeno como muitos mas incisivo à sua maneira. A realização é soberba, realmente o realizador dá-se melhor na sua veia independente do que na mais comercial mas a montagem é milimétrica. Nada está fora do sítio e o filme faz um sentido esmagador.
A história todos sabem, trata-se num filme onde nos é relatado um massacre semelhante ao de Columbine. Neste caso o que interessa não é o porquê mas sim o envolvimento social e emocional que está envolvido numa tragédia deste tipo nos momentos que o antecedem e durante a sua consomação. A força do filme é sem qualquer dúvida o facto de não entrar em demagogias e explicações pretenciosas dando-nos uma lição de poesia trágica.
O melhor filme estreado desde o final do Verão sem qualquer dúvida
5 em 5 estrelas
quinta-feira, novembro 20, 2003
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