terça-feira, dezembro 23, 2003

O que fica de 2003?

O que irá permanecer a longo prazo deste ano cinéfilo prestes a terminar na cabeça dos espectadores lusitanos? Daqui a dez anos, provavelmente (nisto da futurologia há que ser cauteloso) até os mais jovens e desatentos associarão 2003 a "O Regresso do Rei", "À Procura de Nemo" e às sequelas de "Matrix". Mas haverão decerto grupos minoritários que se lembrarão de obras de peso financeiro menos colossal. Um eventual inquérito realizado em 2013 poderá recolher respostas como estas:
"2003? Ah, sim, foi quando chegou cá o "Bowling for Columbine", do Michael Moore, o grande herói da luta contra o tenebroso imperialismo americano."
"Lembro-me da primeira parte do "Kill Bill"... ou isso foi já em 2004?"
"Foi o ano entre os dois primeiros Homens-Aranhas".
"Nesse ano fui ver "Adeus Lenine". Os sacanas dos comunas devem ter odiado essa fita, eh, eh."
"Chegou a Portugal uma das minhas obras preferidas do venerando Mestre Spielberg, "Catch Me if You Can"."
"Nesse tempo ainda estreavam filmes portugueses, veja lá como o tempo passa... Se bem me lembro, houve um, "Os Imortais" ou lá o que era."
"Os Óscares desse ano foram para... "Chicago", "As Horas", "O Pianista" e "Mystic River", acho eu. Não, espera, o do Eastwood só ganhou no ano seguinte."
"O ano de "Legalmente Loura 2", claro! Fartei-me de rir quando vi isso. Foi sem dúvida a grande comédia da década."
"Em termos de cinema, o acontecimento mais importante foi o aparecimento do Pipoca Rasca. Eh pá, ninguém imaginava o fenómeno que aquilo ia ser..."

Feliz Natal e, já agora, bom 2004 para os nossos amados leitores.

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