sexta-feira, dezembro 05, 2003

Um actor fascinante

É bom saber que estreará ná última sexta-feira de 2003 "O Fascínio" (de José Fonseca e Costa) uma longa-metragem protagonizada por Vítor Norte e Sylvie Rocha. Embora a sinopse disponibilizada contenha alguns pontos suspeitos (uma herdade alentejana? Uma metáfora de Portugal?), pode tratar-se de uma boa aposta, ainda que as suas receitas de bilheteira devam ficar bastante aquém das de "Os Imortais". Sobretudo, é positivo que volte às salas Vítor Norte, um dos melhores actores do cinema nacional. Ultimamente (como já lembrou a "Visão"), Norte anda perdido em produções de qualidade duvidosa da TVI.
Nos últimos anos da década passada, Norte brilhou em sucessivas experiências na 7ª Arte. Quer como protagonista como secundário, deu outra dimensão a obras como "Sapatos Pretos", "A Sombra dos Abutres", "Jaime", "Tarde Demais", "Respirar (Debaixo d'Água)" ou os telefilmes "Monsanto" e "Mustang" (neste caso, sem salvar o filme). O sucesso destes últimos (sim, e aquilo em que se meteu depois) garantiu-lhe popularidade suficiente para ganhar um Globo de Ouro pela sua participação numa fita que ninguém viu ("O Gotejar da Luz"). É certo que costuma interpretar personagens com características semelhantes (uma imagem de duro ou mesmo rude), mas fá-lo com uma força que agarra o espectador. Quando está em cena, o ecrã é dele.
Esperemos assim que nos próximos anos Norte faça mais filmes, voltando a atingir o nível que possuiu no seu auge (a "Premiere" portuguesa considerou-o uma das figuras de 2000). Nas telenovelas, não só recebe papéis mais fracos como passa quase despercebido.

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