sexta-feira, janeiro 09, 2004

Coisas

a) De acordo com o 7ª Arte, "Lost in Translation" será exibido em Portugal com o subtítulo "O Amor é um Lugar Estranho". De facto, fica muito mais no ouvido que o título original do filme de Sofia Coppola... A febre dos subtítulos continua a afectar Portugal, onde, pelos vistos, a imaginação (e a sensibilidade poética) é muito maior que nos EUA.

b) A estreia de "Kill Bill 2" foi adiada para Abril ou Maio. Nessa altura, já estará no mercado o DVD do volume I. Faria muito mais sentido vender os dois filmes em conjunto, mas não seria tão rentável.

c) Um pouco tardiamente, destaco a intenção altruísta de Tino Navarro: com obras como "Portugal S.A." (que está a ser bem publicitado), não pretende apenas enriquecer mas também alertar o público para o que se passa no seu país (crise de valores, excessivo poder da Igreja, etc.) e motivá-lo a mudar a situação. Nada má ideia, essa de fazer cinema de intervenção, mas, pelo que aparece nos "teasers", a longa-metragem de Ruy Guerra parece ter sobretudo muito sexo (bom para estimular a revolta popular) e alguns estereótipos.

d) A propósito da estreia de "O Fascínio", Mário Jorge Torres escreveu no "Público" que não vale a pena os cineastas lusitanos tentarem adequar os seus filmes ao gosto do público (fazendo "Preto e Branco", por exemplo) porque este rejeita-os imediatamente, motivado pelo preconceito. Ou seja, é como dar pérolas a porcos. É verdade que essas ideias preconcebidas sobre as longas-metragens nacionais existem (e eu também sou influenciado por elas, admito-o), mas dizer que assim não vale a pena é um exagero simplista. Alguns projectos "comerciais" como "Os Imortais" possuem de facto algum impacto.

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