O início da Quaresma foi a época do ano escolhida para dar a conhecer ao mundo “The Passion of the Christ”, o (hiper) polémico filme bíblico de Mel Gibson que há quase um ano provoca as mais variadas reacções nos EUA, como se pode ler no "Público" de hoje. As acusações de parcialidade e potencial anti-semitismo da visão da crucificação de Cristo proposta por Gibson, lançadas por associações judaicas e até por alguns clérigos cristãos (embora, de um modo geral, tanto católicos como protestantes que já viram o filme tenham emitido juízos positivos), criaram um ruído tal à volta da película que o interesse e a expectativa dos espectadores americanos são quase comparáveis ao que acontece com as obras de George Lucas (algumas das 4000 salas onde “The Passion” será exibido realizarão sessões às 6:30 da manhã, de modo a satisfazer a procura). As previsões dos grandes estúdios (que rejeitaram apoiar o projecto de Gibson, pouco confiantes na comercialidade de uma longa-metragem com legendas e um tema distante da linha habitual dos “blockbusters”) parecem prestes a ser desmentidas.
Não teremos de esperar muito para ver como é afinal esse regresso do Novo Testamento ao cinema, uma vez que a obra estreará nas salas da Lusomundo em 11 de Março. A intenção dos distribuidores é aproveitar ao máximo a eventual compra maciça de bilhetes, até por parte de gente que não costuma ir muito ao cinema.
Até lá, resta-nos observar a reacção da crítica (supostamente para lá das questões religiosas), avaliando “The Passion” como objecto artístico.
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
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