“Prozac”, de Erik Skjoldberg
Com uma passagem bastante discreta pelas salas (estreou em Portugal em Junho do ano passado), “Prozac” é a adaptação de “Prozac Nation”, o livro autobiográfico de Elizabeth Wurtzel acerca da depressão e do recurso ao medicamento do título para a vencer. Christina Ricci é o centro do filme, ao interpretar Elizabeth, uma estudante de Harvard afectada pelo divórcio dos pais que a dada altura torna a vida dos amigos e da família insuportável.
Com um formato de filme independente (nem sequer falta a rapariga nua), “Prozac” é dominado pelas pretensões artísticas da montagem e da realização, que resultam quase sempre banais e forçadas. Apoiada na boa prestação de Ricci (mal acompanhada por Jason Biggs), a longa-metragem mostra, no entanto, ter uma história para contar e um tema a abordar seriamente. No entanto, a duração da fita (cerca de hora e meia) dificulta uma visão aprofundada da problemática da medicação e a tentativa final de alargar a perspectiva da personagem principal a todo o país acaba por ser artificial.
“Prozac” é por vezes interessante (embora não agradável, devido à violência psicológica de algumas cenas) de seguir, mas deixa a sensação de não ter explorado devidamente determinadas pistas para que aponta. Seja como for, é desconcertante.
Para terminar, algumas palavras de Eurico de Barros, com a sua habitual delicadeza de membro de júri de concurso da SIC: “Alturas há em “Prozac” onde a personagem está a pedir não psiquiatra nem medicação, mas sim um valente par de tabefes ou uns quantos açoites no rabo”.
quarta-feira, maio 12, 2004
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