sábado, maio 01, 2004

Menos ais

"Kill Bill - Vol. 2", de Quentin Tarantino

Depois da sangreira de Outubro (na minha opinião, sendo impossível levar tanto vermelho a sério, as cenas de acção do primeiro volume acabam por entreter imenso), é com alguma surpresa que se vê uma série de cenas lentas, com diálogos calmos e pausados (até demais) e tudo a acontecer sem grandes sobressaltos, ao longo de incontáveis citações cinéfilas. Mas, no final, o que apetece dizer, não só deste segundo volume, mas da obra completa, é que graças a ela se passaram horas bem agradáveis no cinema. Superficial e profundo, violento e tocante, "Kill Bill", não sendo perfeito, é realmente muito divertido (um filme não precisa de ser uma comédia para divertir, acho eu).
Uma Thurman, David Carradine e Daryl Hannah compõem figuras emblemáticas, guiados pela mão de mestre de Tarantino, que atrai franjas bastante diversas de público (desde fãs de artes marciais e apreciadores de cenas sem imagem a especialistas em BD americana, que têm aqui uma tese polémica para discutir), ou não fosse ele o realizador do momento. Qualquer notícia sobre ideias para o seu próximo projecto só nos pode deixar a salivar...
A melhor cena: Kiddo toca na mão de Bill.
A pior cena: Budd é dispensado por Larry.

Nota: 9/10.
Nota global: 9/10.

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