“Identidade Misteriosa”, de James Mangold
Várias pessoas reúnem-se por acaso num motel durante um dilúvio (não sei porquê, mas a chuva nos filmes parece-me muitas vezes exagerada) e em breve começam a ser assassinadas sem qualquer explicação plausível. Numa história paralela, é reavaliada a pena de um assassino prestes a ser executado (pelos crimes do motel?). É o ponto de partida do “thriller” “Identidade Misteriosa”, que procura assustar e surpreender o público ao longo de hora e meia.
Mas o mistério acaba por nunca ser muito convincente. Mangold filma sem grande arrojo ou talento para o “suspense” (embora as cenas iniciais, mostrando a origem da reunião das vítimas, sejam prometedoras). Os actores secundários, mesmo não brilhando, acabam por ser mais interessantes que John Cusack e Amanda Peet (apagados) ou Ray Liotta (em “overacting”). As personagens são débeis e as tentativas de as aprofundar quase risíveis. Embora se aposte continuamente no efeito surpresa, ele raramente funciona.
Perante a falta de sentido dos crimes, fica-se à espera do “twist” que explique tudo, e ele aparece. Não é mal imaginado, mas até isso acaba por provocar uma certa indiferença. Com ou sem laranjas no final, o filme parece inconsequente. “Identidade Misteriosa” tem momentos interessantes, mas duvido que contribua para a felicidade de qualquer espectador.
A melhor cena: Paris deixa cair um sapato na estrada.
A pior cena: Ed revela o seu trauma.
Nota: 5/10.
P.S. Desculpem a longa ausência...
quarta-feira, junho 02, 2004
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