quinta-feira, janeiro 31, 2008

PREC

Texto de João Lopes sobre “007 e o Homem da Pistola Dourada” (“Vida Mundial”, 09-01-1975):

“Ainda e sempre em defesa do “mundo livre”, James Bond, agente secreto do capital, regressa. Brutal, racista e reaccionário, como é habitual, também ainda não é desta vez que 007 explica qual o “mundo” e qual a “liberdade” que defende. Mas também não é difícil adivinhar.”

Texto de João Lopes sobre “Balbúrdia no Oeste” (“Vida Mundial”, 11-09-1975):

“Um filme sintomático da imagem que a indústria cinematográfica está, hoje em dia, mais interessada em fornecer de si mesma. Todo ele se constrói, afinal, de variações maniqueístas sobre uma única ideia: representar o cinema como uma sucessão de artifícios que se bastam a si próprios, cada qual ocultando e, ao mesmo tempo, anunciando o aparecimento do próximo.
Este trajecto povoado de duplos não conduz senão a um país de fantasmas, onde cada elemento reafirma constantemente uma pretensa auto-suficiência, sistematicamente caucionada pela sua sombra. O espectador é apenas o mais discreto e o mais comprometido desses elementos.”

1 comentário:

Flávio disse...

Um achado interessante, andas a fazer arqueologia? Um abraço!