domingo, fevereiro 10, 2008

Violência

“John Rambo”, de Sylvester Stallone

Stallone faz regressar o icónico Rambo arriscando mostrar acção à moda antiga, com sangue, tripas e cadáveres em grande quantidade. Apesar do estilo agressivo, verifica-se uma preocupação em evitar as quedas no ridículo das sequelas anteriores.

Embora não tenha aptidão para momentos mais intimistas, a realização consegue manter constante a intensidade das cenas de acção, quer no resgate quer na batalha final. Para lá da denúncia das atrocidades do exército birmanês, a viagem rio acima serve para fornecer ao herói a redenção possível.

Os fantasmas de Rambo, que constituem a mais-valia da personagem, acabam por parecer insuficientemente explorados. Outro traço habitual da série é a falta de inteligência dos inimigos do guerreiro (que não chegam a explicar porque mantêm os americanos prisioneiros). As falhas não impedem a fita de resultar bem como todo e apresentar aquilo em que Rambo/Stallone é melhor.

Como o próprio Stallone admite, filmes como este não fazem muito sentido no século XXI. No entanto, os fãs do género não ficarão desiludidos.
A melhor cena: Rambo liberta Sarah.
A pior cena: Rambo e Sarah conversam debaixo de chuva.

Nota: 5/10.

1 comentário:

Flávio disse...

Ontem estava na dúvida se ia ver o Rambo ou o Jesse James. Escolhi o segundo e arrependi-me amargamente.