“Nós Controlamos a Noite”, de James Gray
Recuando vinte anos, este filme expõe uma Nova Iorque mergulhada numa guerra entre a polícia e traficantes de droga da máfia russa, com um gerente de discoteca na fronteira entre os dois lados a ter de fazer uma escolha.
Recuando vinte anos, este filme expõe uma Nova Iorque mergulhada numa guerra entre a polícia e traficantes de droga da máfia russa, com um gerente de discoteca na fronteira entre os dois lados a ter de fazer uma escolha.
Partindo bem ao expor a divisão de Bobby entre dois mundos diferentes e os dilemas de lealdade ou conveniência pessoal que se lhe colocam, o argumento de Gray evolui cedo demais para uma história de vingança que contribui para banalizar um pouco o projecto, até porque a realização não atinge o brilhantismo, parecendo por vezes pretensiosa no seu dramatismo.
A longa-metragem é dominada pela interpretação particularmente forte de Joaquin Phoenix, bem acompanhado por Robert Duvall e nem tanto por Mark Whalberg e Eva Mendes, a um nível razoável. Tudo parece concentrar-se na personagem central, numa opção algo arriscada e que acaba por não ser totalmente satisfatória.
Embora demonstre competência e até sensibilidade, Gray está longe de ter criado a obra-prima de que os autores do Claquete falam.
A melhor cena: Albert fala com Bobby na igreja.
A pior cena: Bobby discute com Amada.
Nota: 6/10.
1 comentário:
Eu acho que está um filme acima da média, realmente podia ter dado para o outro lado quando ele teve que escolher entre o "bem e o mal" mas no conjunto está fantático (a cena da perseguição de carro está fantástica). Um abraço.
www.loungeart.blogspot.com
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