Já que a minha anterior pergunta trivial e supérflua não teve qualquer resposta decente (antipatriotas...), lanço outra proposta: qual foi o primeiro filme que viram num cinema e do que se recordam dessa experiência?
Iniciei-me na frequência de salas de projecção com "Forrest Gump", visionado no Cine Odivel, de que já aqui falei. Tinha uns dez anos. Gostei muito do filme, achei o final comovente (ou seja, ia desatando a chorar). O único problema é que antes disso tive de sair da sala para urinar. Foi lindo.
sábado, agosto 30, 2003
Confuso...
A propósito dos subtítulos portugueses dos filmes de Soderbergh, encontrei num clube de vídeo a caixa do DVD (para aluguer) de "Ocean's Eleven - Façam as Vossas Apostas". O estranho é que o subtítulo indicado na capa é "Façam as Suas Apostas", enquanto a faixa do Ministério da Cultura colocada na contracapa refere o subtítulo que todos conhecemos. Que se passou? Terá havido uma troca com a edição brasileira? Descobriu-se à última hora que "Suas" é muito mais original e soa melhor que "Vossas"? Nesse caso, a quem se refere o "suas"? A Ocean? Que confusão.
Se a obsessão com os subtítulos em português não fosse tão forte, nada disto aconteceria...
Se a obsessão com os subtítulos em português não fosse tão forte, nada disto aconteceria...
sexta-feira, agosto 29, 2003
Cuidado: político no cinema
Respondendo à minha curiosidade, a "Visão" noticia a ida do primeiro-ministro ao King Triplex, para ver a reposição de "Amarcord". Vês, Sara? O gosto cinematográfico de Durão é mais vasto que tu pensavas (lembro-me de ele dizer numa entrevista, quando ainda estava na oposição, que tinha ido ver "Através da Noite", de Woody Allen).
O King é uma espécie de cinema da moda em Lisboa, atraindo "intelectuais" sérios com a sua programação não comercial. Que aconteceria se Durão fosse a uma sessão quase esgotada no Colombo, com miudos sempre a falar e baldes cheios de pipocas, para ver uma comédia nojenta americana?
O King é uma espécie de cinema da moda em Lisboa, atraindo "intelectuais" sérios com a sua programação não comercial. Que aconteceria se Durão fosse a uma sessão quase esgotada no Colombo, com miudos sempre a falar e baldes cheios de pipocas, para ver uma comédia nojenta americana?
"Ninguém"
Que história é essa de o novo filme de Larry Clark, "Ken Park", ser exibido em Portugal como "Ken Park - Quem És Tu?"? Para quê o subtítulo? Ken Park é o nome de uma personagem e portanto não precisa de tradução ou adaptação. Acrescentar um subtítulo parece excesso de imaginação. Ainda por cima já existe um filme (de João Botelho) designado por essa pergunta.
A necessidade irreprimível (de quem? Das distribuidoras?) de acrescentar subtítulos e deixar a "marca portuguesa" nos filmes americanos manifestou-se já com o cinema de Steven Soderbergh. Não me parece que fosse essencial pegar nas "taglines" de "Traffic" ("Nobody gets away clean") e "Ocean's Eleven" ("Place your bets"), transformando-os, respectivamente, em "Traffic - Ninguém Sai Ileso" e "Ocean's Eleven - Façam as Vossas Apostas". Duvido que alguém recorde as longas-metragens por esses subtítulos (por exemplo, "lembras-te do "Ninguém" e do "Façam"? Grandes filmes, pá").
Outros exemplos? "Os Tenembaums - Uma Comédia Genial", "Cody Banks - Agente de Palmo e Meio", "Dave - Presidente por um Dia", "The Truman Show - A Vida em Directo" etc., etc.... Continuem vocês...
A necessidade irreprimível (de quem? Das distribuidoras?) de acrescentar subtítulos e deixar a "marca portuguesa" nos filmes americanos manifestou-se já com o cinema de Steven Soderbergh. Não me parece que fosse essencial pegar nas "taglines" de "Traffic" ("Nobody gets away clean") e "Ocean's Eleven" ("Place your bets"), transformando-os, respectivamente, em "Traffic - Ninguém Sai Ileso" e "Ocean's Eleven - Façam as Vossas Apostas". Duvido que alguém recorde as longas-metragens por esses subtítulos (por exemplo, "lembras-te do "Ninguém" e do "Façam"? Grandes filmes, pá").
Outros exemplos? "Os Tenembaums - Uma Comédia Genial", "Cody Banks - Agente de Palmo e Meio", "Dave - Presidente por um Dia", "The Truman Show - A Vida em Directo" etc., etc.... Continuem vocês...
quinta-feira, agosto 28, 2003
Rigor jornalístico II
"... e a excelente (transcrição para vídeo de) "Uma questão de Nervos II, Analyze that"".
"Diário de Notícias" (DNA), 16 de Agosto
Fugindo à tradição, a sequela de "Uma Questão de Nervos" recebeu o título de "Outra Questão de Nervos".
""Ao Ataque Raparigas!" (97 minutos). Comédia realizada por Sarah Kernochan e Kirsten Dunst e Gaby Hoffmann."
"Diário de Notícias", 19 de Agosto
Leia-se: "Comédia realizada por Sarah Kernochan e interpretada por..."
"(na foto (Ben Affleck) a contracenar com a noiva, em "Daredevil")"
"Visão", 21 de Agosto
Ben Affleck e Jennifer Lopez contracenam na foto mas não em "Daredevil".
"Antes deste filme ("Troy") Wolfgang Petersen tinha feito "A Tempestade Perfeita"".
"Público", 24 de Agosto
Em Portugal, "The Perfect Storm" chama-se simplesmente "Tempestade".
"Diário de Notícias" (DNA), 16 de Agosto
Fugindo à tradição, a sequela de "Uma Questão de Nervos" recebeu o título de "Outra Questão de Nervos".
""Ao Ataque Raparigas!" (97 minutos). Comédia realizada por Sarah Kernochan e Kirsten Dunst e Gaby Hoffmann."
"Diário de Notícias", 19 de Agosto
Leia-se: "Comédia realizada por Sarah Kernochan e interpretada por..."
"(na foto (Ben Affleck) a contracenar com a noiva, em "Daredevil")"
"Visão", 21 de Agosto
Ben Affleck e Jennifer Lopez contracenam na foto mas não em "Daredevil".
"Antes deste filme ("Troy") Wolfgang Petersen tinha feito "A Tempestade Perfeita"".
"Público", 24 de Agosto
Em Portugal, "The Perfect Storm" chama-se simplesmente "Tempestade".
quarta-feira, agosto 27, 2003
Agente adora o Arnaldo!!!!!!!!
Mandaram-me por mail a página das página. Depois do site para o ministro da informação iraquiano chega a página do Arnaldo e as suas maravilhosas constatações filosóficas. Um mimo!!!!!!!!!
we love arnold.com
we love arnold.com
Apontamentos soltos
Lido na imprensa:
Já está em DVD "Sete Dias e Uma Vida" (título horrível), ou seja, "Life or Something Like It", a comédia na qual Angelina Jolie usa uma peruca loira. Foi um enorme fracasso nos EUA e todos preferem pensar que a actriz não protagonizou nenhuma obra entre os dois "Tomb Raider".
O "poster" de "Os Polícias do Mundo", ao contrário do que parece à primeira vista, não foi criado pelo Bloco de Esquerda. Foi a própria Miramax a patrocinar a substituição das estrelas por cifrões e a enfrentar a contestação dos sectores mais patrióticos perante esta negação do idealismo profundo dos militares americanos.
"O Resgate do Soldado Ryan" mereceu fortes aplausos de George W. Bush (também apreciador da saga Austin Powers e dos filmes de Chuck Norris, que não só massacra comunas no Vietname como protege dos bandidos o estado outrora governado por Bush). Percebe-se porquê. Além de ser, de facto, um filme muito bom, está cheio de manifestações do heroísmo dos militares americanos e do alto custo da luta contra o mal. Mas é preciso ter em conta que já não estamos em 1944.
(Já agora, não consta que os governantes portugueses organizem visionamentos privados de filmes em Belém ou São Bento, mas seria interessante (ou talvez não) conhecer os seus gostos cinematográficos. Que eu saiba, no Governo só Paulo Portas é um cinéfilo convicto, frequentando assiduamente, quando tinha mais tempo livre, o Quarteto. Terão as longas-metragens por ele vistas influenciado o seu ideário?)
Já está em DVD "Sete Dias e Uma Vida" (título horrível), ou seja, "Life or Something Like It", a comédia na qual Angelina Jolie usa uma peruca loira. Foi um enorme fracasso nos EUA e todos preferem pensar que a actriz não protagonizou nenhuma obra entre os dois "Tomb Raider".
O "poster" de "Os Polícias do Mundo", ao contrário do que parece à primeira vista, não foi criado pelo Bloco de Esquerda. Foi a própria Miramax a patrocinar a substituição das estrelas por cifrões e a enfrentar a contestação dos sectores mais patrióticos perante esta negação do idealismo profundo dos militares americanos.
"O Resgate do Soldado Ryan" mereceu fortes aplausos de George W. Bush (também apreciador da saga Austin Powers e dos filmes de Chuck Norris, que não só massacra comunas no Vietname como protege dos bandidos o estado outrora governado por Bush). Percebe-se porquê. Além de ser, de facto, um filme muito bom, está cheio de manifestações do heroísmo dos militares americanos e do alto custo da luta contra o mal. Mas é preciso ter em conta que já não estamos em 1944.
(Já agora, não consta que os governantes portugueses organizem visionamentos privados de filmes em Belém ou São Bento, mas seria interessante (ou talvez não) conhecer os seus gostos cinematográficos. Que eu saiba, no Governo só Paulo Portas é um cinéfilo convicto, frequentando assiduamente, quando tinha mais tempo livre, o Quarteto. Terão as longas-metragens por ele vistas influenciado o seu ideário?)
terça-feira, agosto 26, 2003
Um apoio de peso
Graças ao blogue Cruzes Canhoto (ao qual desejo rápidas melhoras), que por vezes parece "O Homem que Mordeu o Cão" da blogosfera, encontrei um link para este texto noticioso (verídico) sobre a candidatura do "Arnaldo" datado de 25 de Agosto e publicado no "site" NCBuy.
FARGO, N.D. (Wireless Flash) -- Arnold Schwarzenegger's run for office has support in high places -- like the great beyond.
According to a spiritualist in Fargo, North Dakota, Jesus Christ himself is personally endorsing "Ahnuld" for governor.
The Reverend Speaker Gerald Polley says he recently channeled a message from Jesus suggesting Californians put the Terminator in office.
Polley says Jesus wants someone with Schwarzenegger's "incredible character to serve Californians" and that the almighty spent hours pouring over the credentials of the other 134 candidates before making his decision.
Polley says Jesus sends messages through him frequently, but this one was especially difficult to channel because, in his words, "I have a hard time saying Arnold's last name. It usually comes out something like Slushinhammer."
FARGO, N.D. (Wireless Flash) -- Arnold Schwarzenegger's run for office has support in high places -- like the great beyond.
According to a spiritualist in Fargo, North Dakota, Jesus Christ himself is personally endorsing "Ahnuld" for governor.
The Reverend Speaker Gerald Polley says he recently channeled a message from Jesus suggesting Californians put the Terminator in office.
Polley says Jesus wants someone with Schwarzenegger's "incredible character to serve Californians" and that the almighty spent hours pouring over the credentials of the other 134 candidates before making his decision.
Polley says Jesus sends messages through him frequently, but this one was especially difficult to channel because, in his words, "I have a hard time saying Arnold's last name. It usually comes out something like Slushinhammer."
domingo, agosto 24, 2003
Portugal, Portugal
Pergunta trivial e supérflua nº2: quais foram o pior e o melhor filme português que já viram?
No meu caso, o pior filme foi "Peixe-Lua", de José Álvaro Morais. Tirando a actriz Beatriz Batarda e um ou dois planos bonitos da paisagem alentejana, não há nada nesse filme que possa ser interessante. Não me perguntem como é a história porque eu não percebi nada de nada...
O melhor filme lusitano que já vi não é uma longa, mas sim uma curta-metragem: "A Suspeita", de José Miguel Ribeiro. Tem de tudo: comédia, "suspense", um "twist"... Animação em "stop-motion" muito criativa e convincente.
Tirando isso e uma ou outra curta com talento e imaginação, até mesmo os "nossos" bons filmes parecem incapazes de ultrapassar um dado patamar de qualidade. Não conheço as obras de "mestres" como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha ou João César Monteiro, mas de uma maneira ou outra as "longas" lusitanas que vi tornam-se aborrecidas. A comunicação entre o filme e o espectador não é fácil...
No meu caso, o pior filme foi "Peixe-Lua", de José Álvaro Morais. Tirando a actriz Beatriz Batarda e um ou dois planos bonitos da paisagem alentejana, não há nada nesse filme que possa ser interessante. Não me perguntem como é a história porque eu não percebi nada de nada...
O melhor filme lusitano que já vi não é uma longa, mas sim uma curta-metragem: "A Suspeita", de José Miguel Ribeiro. Tem de tudo: comédia, "suspense", um "twist"... Animação em "stop-motion" muito criativa e convincente.
Tirando isso e uma ou outra curta com talento e imaginação, até mesmo os "nossos" bons filmes parecem incapazes de ultrapassar um dado patamar de qualidade. Não conheço as obras de "mestres" como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha ou João César Monteiro, mas de uma maneira ou outra as "longas" lusitanas que vi tornam-se aborrecidas. A comunicação entre o filme e o espectador não é fácil...
Os filmes de Alex
Felizmente, o êxito de “Gladiador” incentivou os produtores de Hollywood a voltar a apostar na produção de filmes passados na Antiguidade Clássica. E qual é a personagem mais famosa (à excepção de Astérix) e fascinante da Antiguidade? Alexandre, o Grande, o rei macedónico que conquistou todo o vasto Império Persa em poucos anos e procurou assegurar a fusão entre o mundo helénico e o mundo oriental. E, mais importante que isso, teve relações sexuais com homens. Impossível não fazer uma superprodução sobre isto. Assim, os filmes de Baz Luhrman e Oliver Stone, a estrear em meados da década, prestarão, ao que parece, grande atenção às conquistas amorosas (e referirão, uma vez ou outra, as militares) do grande guerreiro.
O projecto de Stone desperta-me maior expectativa, quer pela surpresa de o tema ser tratado por um realizador que se tem revelado mais interessado na história contemporânea quer pelo muito interessante elenco que tem sido reunido (Colin Farrell, Jared Leto, Anthony Hopkins, Angelina Jolie, Rosario Dawson, etc.). Não sei porquê, mas o “Alexandre” protagonizado por Leonardo di Caprio e Nicole Kidman parece-me vir a ser bem mais convencional.
Antes destas novas longas-metragens chegarem às telas, deve surgir “Troy”, a adaptação da “Ilíada” realizada por Wolfgang Petersen, com Brad Pitt como Aquiles. Não há dúvida que a Antiguidade voltou a ter interesse para o cinema americano, mas os resultados desta nova situação podem não ser totalmente positivos: li algures que Vin Diesel será Aníbal...
O projecto de Stone desperta-me maior expectativa, quer pela surpresa de o tema ser tratado por um realizador que se tem revelado mais interessado na história contemporânea quer pelo muito interessante elenco que tem sido reunido (Colin Farrell, Jared Leto, Anthony Hopkins, Angelina Jolie, Rosario Dawson, etc.). Não sei porquê, mas o “Alexandre” protagonizado por Leonardo di Caprio e Nicole Kidman parece-me vir a ser bem mais convencional.
Antes destas novas longas-metragens chegarem às telas, deve surgir “Troy”, a adaptação da “Ilíada” realizada por Wolfgang Petersen, com Brad Pitt como Aquiles. Não há dúvida que a Antiguidade voltou a ter interesse para o cinema americano, mas os resultados desta nova situação podem não ser totalmente positivos: li algures que Vin Diesel será Aníbal...
sexta-feira, agosto 22, 2003
A verdadeira questão de Mel Gibson
O problema quanto a mim não é "The Passion" mas sim depois. Vejamos o filme estreia, não dá dinheiro, o Mel gastou muito dinheiro (é o produtor), onde é que vai recuperar. Possivelemente a fazer grandes Patriotas ou Fomos Soldados, a cuidar o tema que gosta tanto como a religião, o ser-se Americano.... (sendo Australiano)
O Evangelho de Gibson
A estreia de “The Passion” nos EUA está marcada apenas para a próxima Páscoa, mas já se faz sentir uma forte polémica em torno da obra na qual Mel Gibson aborda as últimas doze horas da vida de Jesus Cristo (interpretado por Jim Caviezel). Associações judaicas e até grupos de católicos contestam o conteúdo supostamente anti-semita do filme.
Logo que foi anunciado que Gibson iria rodar uma longa-metragem sobre a morte de Cristo falada em latim e aramaico e que provavelmente não teria quaisquer legendas, não terão sido poucos aqueles que pensaram: “O homem passou-se”. No entanto, profundamente empenhado no projecto, Gibson dirigiu as filmagens de “The Passion” (do qual é também co-argumentista) em Itália (país de origem da maioria dos actores que participam no filme). Depois iniciou a série de declarações fora do comum que avivou a polémica (de acordo com Gibson, ter-se-iam verificado milagres e conversões ao Cristianismo entre a equipa de rodagem, dirigida pelo Espírito Santo através dele), incluindo a afirmação de que os judeus teriam que assumir as suas responsabilidades pelo que fizeram, em resposta às críticas de grupos religiosos que julgam que “The Passion” aponta os Hebreus, de forma simplista, como os “maus da fita”. Lembraram-se então as ideias religiosas radicais do realizador. Perante isto, será possível que a fé de Gibson o tenha levado a cair no exagero e a cobrir-se de ridículo ao tentar fazer uma obra evangelizadora?
Por outro lado, é certo que estamos a falar do vencedor de um Oscar e as reacções ao “trailer” (não legendado) de “The Passion” foram bastante positivas. A força das interpretações e o realismo da realização tornariam supérflua a compreensão plena dos diálogos (além do mais, o texto que inspirou os argumentistas encontra-se acessível a todos). A expectativa, já alimentada pela discussão teológica, cresceu ainda mais. Independentemente das suas tendências ideológicas, é possível que estejamos perante um grande filme e uma nova e impressionante abordagem da mais famosa história de sempre.
Irá “The Passion” levar muitos espectadores a modificar as suas ideias religiosas, seguindo o caminho de Cristo, como pretende o realizador? Duvido. Seja como for, trata-se ou de um drama histórico interessante ou de um total disparate. Veremos... Para já, todo o falatório cria uma publicidade que faz prever boas receitas de bilheteira.
Logo que foi anunciado que Gibson iria rodar uma longa-metragem sobre a morte de Cristo falada em latim e aramaico e que provavelmente não teria quaisquer legendas, não terão sido poucos aqueles que pensaram: “O homem passou-se”. No entanto, profundamente empenhado no projecto, Gibson dirigiu as filmagens de “The Passion” (do qual é também co-argumentista) em Itália (país de origem da maioria dos actores que participam no filme). Depois iniciou a série de declarações fora do comum que avivou a polémica (de acordo com Gibson, ter-se-iam verificado milagres e conversões ao Cristianismo entre a equipa de rodagem, dirigida pelo Espírito Santo através dele), incluindo a afirmação de que os judeus teriam que assumir as suas responsabilidades pelo que fizeram, em resposta às críticas de grupos religiosos que julgam que “The Passion” aponta os Hebreus, de forma simplista, como os “maus da fita”. Lembraram-se então as ideias religiosas radicais do realizador. Perante isto, será possível que a fé de Gibson o tenha levado a cair no exagero e a cobrir-se de ridículo ao tentar fazer uma obra evangelizadora?
Por outro lado, é certo que estamos a falar do vencedor de um Oscar e as reacções ao “trailer” (não legendado) de “The Passion” foram bastante positivas. A força das interpretações e o realismo da realização tornariam supérflua a compreensão plena dos diálogos (além do mais, o texto que inspirou os argumentistas encontra-se acessível a todos). A expectativa, já alimentada pela discussão teológica, cresceu ainda mais. Independentemente das suas tendências ideológicas, é possível que estejamos perante um grande filme e uma nova e impressionante abordagem da mais famosa história de sempre.
Irá “The Passion” levar muitos espectadores a modificar as suas ideias religiosas, seguindo o caminho de Cristo, como pretende o realizador? Duvido. Seja como for, trata-se ou de um drama histórico interessante ou de um total disparate. Veremos... Para já, todo o falatório cria uma publicidade que faz prever boas receitas de bilheteira.
quinta-feira, agosto 21, 2003
Denise, que é feito de ti?
Por falar na (no mínimo) sensual Denise Richards, a carreira dela anda por baixo. Depois de atingir o pico da fama com a participação em "O Mundo não Chega", sofreu o enorme fracasso de "Terror no Dia de S. Valentim" e desde então fez filmes que não deram muito nas vistas e nem sequer estrearam nos nossos cinemas. Já se passaram quatro anos e Richards quase saiu do mapa. A esperança dela pode estar em "Scary Movie 3" (não se assustem, agora é o "profissional" David Zucker que está ao leme do projecto), onde participa, juntamente com o marido, Charlie Sheen. Já agora, recomendo um filme com ela que por acaso é mesmo bom e original, "Linda de Morrer" ("Drop Dead Gorgeous").
quarta-feira, agosto 20, 2003
O pior twist
O filme Wild Things tem os piores twists por metro quadrado. O filme quer ter tanta surpresa que chega mesmo a fartar. Está uma pessoa a sair da sala do cinema quando se percebe o que realmente aconteceu. Twists no genérico final.
Felizmente ainda bem que só fui ver as gajas ( . ) ( . ) = Denise Richards
Felizmente ainda bem que só fui ver as gajas ( . ) ( . ) = Denise Richards
E filmes bons...
Sinceramente este Verão e uma m***** cinematografica. A altura em que se pode ir mais facilmente ao cinema é bombardeada de filmes desinteressantes, já vistos. Este ano ainda estreiam filmes interessantes, que já apareceram nos USA mas cá foram mandados para o Verão. Por exemplo Mytic Rivers e Finding Nemo. Dois filmes que me garantem no cinema assim que estrearem, já se encontram nos cinemas pelo Mundo mas cá...
Temos sempre uns quatro meses frenéticos e os restantes só com filmes para encher (tipicamente Multiplexers).
Analisando o que ainda vai estrear temos até ao filnal do ano (sabendo que entre Novembro e Fevereiro estreiam os melhores filmes do ano):
Esta semana:
Praticamente todos desconhecidos, mais uma comédia de multiplex e um filme pseudo-intelectual.
BÁSICO
Chihwaseon
What a Girl Wants
Sangre Eterna
Agosto/2003
Possivelmente a melhor semana, com a melhor fornada.
Identity teve algumas criticas muito boas lá fora. Desperta-me interesse.
Holes parece um novo Goonies com o realizador de O Fugitivo e Ken Park
o novo filme do realizador de "Kids"
Dia 29
OS POLÍCIAS DO MUNDO - Buffalo Soldiers
DOIDOS À SOLTA: QUANDO HARRY CONHECEU LLOYD
IDENTIDADE MISTERIOSA - Identity
TRABALHOS FORÇADOS - Holes (N.)
THE LEGEND O TITANIC
KEN PARK (N.)
Setembro/2003
O filme de piratas ganhou muito dinheiro e dizem ser um bom regresso à aventura. 5 estrelas na Empire poderão
fazer-me ver o filme.
Dia 05
CONFIANÇA - Confidence (N.)
É AGORA OU NUNCA - The Good Girl
OS OBSTINADOS - Los Porfiados
PIRATAS DAS CARAÍBAS: A MALDIÇÃO DO PÉROLA NEGRA (N.)
HOTEL
O PÂNTANO
HISTÓRIAS MÍNIMAS
TÃO DE REPENTE
Só cá faltava o American Pie. E descansem para sempre...
Dia 12
ENCONTROS FATÍDICOS - The Gathering
BLUE CAR
AMERICAN PIE, O CASAMENTO
E com isto acabaram-se as férias da malta.
Temos sempre uns quatro meses frenéticos e os restantes só com filmes para encher (tipicamente Multiplexers).
Analisando o que ainda vai estrear temos até ao filnal do ano (sabendo que entre Novembro e Fevereiro estreiam os melhores filmes do ano):
Esta semana:
Praticamente todos desconhecidos, mais uma comédia de multiplex e um filme pseudo-intelectual.
BÁSICO
Chihwaseon
What a Girl Wants
Sangre Eterna
Agosto/2003
Possivelmente a melhor semana, com a melhor fornada.
Identity teve algumas criticas muito boas lá fora. Desperta-me interesse.
Holes parece um novo Goonies com o realizador de O Fugitivo e Ken Park
o novo filme do realizador de "Kids"
Dia 29
OS POLÍCIAS DO MUNDO - Buffalo Soldiers
DOIDOS À SOLTA: QUANDO HARRY CONHECEU LLOYD
IDENTIDADE MISTERIOSA - Identity
TRABALHOS FORÇADOS - Holes (N.)
THE LEGEND O TITANIC
KEN PARK (N.)
Setembro/2003
O filme de piratas ganhou muito dinheiro e dizem ser um bom regresso à aventura. 5 estrelas na Empire poderão
fazer-me ver o filme.
Dia 05
CONFIANÇA - Confidence (N.)
É AGORA OU NUNCA - The Good Girl
OS OBSTINADOS - Los Porfiados
PIRATAS DAS CARAÍBAS: A MALDIÇÃO DO PÉROLA NEGRA (N.)
HOTEL
O PÂNTANO
HISTÓRIAS MÍNIMAS
TÃO DE REPENTE
Só cá faltava o American Pie. E descansem para sempre...
Dia 12
ENCONTROS FATÍDICOS - The Gathering
BLUE CAR
AMERICAN PIE, O CASAMENTO
E com isto acabaram-se as férias da malta.
segunda-feira, agosto 18, 2003
Podia ser melhor...
Eu sei que este blog é destinado sobretudo ao desanque puro e simples de longas-metragens, mas critico aqui um filme recentemente estreado que não é totalmente mau, embora possua elementos intragáveis que estragam quase tudo:
Além do caso de numerosas pessoas com a pouca sorte de possuir um número de telefone igual ao que é atribuído a Deus no filme que passaram a receber centenas de chamadas de brincalhões, foram referidas nos jornais as dificuldades que “Bruce, o Todo-Poderoso” teve em ser exibido na Malásia, país onde acabou por ser classificado como para maiores de 18 devido ao seu conteúdo “ofensivo” para a religião. É quase o mesmo que proibir a sua exibição, uma vez que o público pós-adolescente pouco interesse verá nesta comédia de Tom Shadyac. Apesar do sexo, de alguns palavrões e do gesto ofensivo que Carrey realiza, trata-se de um filme com um tom algo infantil. O humor é simples (muitas vezes demasiado simples) e directo, feito a pensar no actor principal. E como ele está à vontade nesse registo! Se este filme chega a divertir, é graças ao trabalho extraordinário de Carrey. Ver Morgan Freeman a representar também é um prazer, como sempre. Quanto a Aniston, não há grande coisa a dizer. Não é nada de especial.
A graça e originalidade da ideia que Shadyac passou para a tela acabam por se perder bastante, tendo em conta a facilidade das piadas e a evolução sem grandes rasgos do enredo. Isto, claro, até à última meia hora. A partir daí... prefiro nem falar nisso. Como é que ninguém se lembrou de cortar as cenas mais sentimentais? Enfim, chega-se ao final feliz, fica toda a gente contente e propaga-se uma moral correcta e agradável. Para melhorar ainda mais as coisas, vemos nos créditos finais algumas fífias de Carrey e Aniston. Que interessante.
“Bruce, o Todo-Poderoso” tem momentos de bom entretenimento, mas não deixa de ser pena que Carrey exiba o seu enorme talento em obras menores.
A melhor cena: Bruce faz imitações em frente ao espelho.
A pior cena: Bruce reza por Grace.
Nota: 5/10.
P.S. Vi os "trailers" de duas comédias fraquinhas, "Daddy Day Care" (com Eddie Murphy) e "What a Girl Wants". A primeira explora o humor sobre crianças traquinas e a segunda o humor sobre a adaptação de uma personagem irreverente a um ambiente formal. Que imaginação.
Além do caso de numerosas pessoas com a pouca sorte de possuir um número de telefone igual ao que é atribuído a Deus no filme que passaram a receber centenas de chamadas de brincalhões, foram referidas nos jornais as dificuldades que “Bruce, o Todo-Poderoso” teve em ser exibido na Malásia, país onde acabou por ser classificado como para maiores de 18 devido ao seu conteúdo “ofensivo” para a religião. É quase o mesmo que proibir a sua exibição, uma vez que o público pós-adolescente pouco interesse verá nesta comédia de Tom Shadyac. Apesar do sexo, de alguns palavrões e do gesto ofensivo que Carrey realiza, trata-se de um filme com um tom algo infantil. O humor é simples (muitas vezes demasiado simples) e directo, feito a pensar no actor principal. E como ele está à vontade nesse registo! Se este filme chega a divertir, é graças ao trabalho extraordinário de Carrey. Ver Morgan Freeman a representar também é um prazer, como sempre. Quanto a Aniston, não há grande coisa a dizer. Não é nada de especial.
A graça e originalidade da ideia que Shadyac passou para a tela acabam por se perder bastante, tendo em conta a facilidade das piadas e a evolução sem grandes rasgos do enredo. Isto, claro, até à última meia hora. A partir daí... prefiro nem falar nisso. Como é que ninguém se lembrou de cortar as cenas mais sentimentais? Enfim, chega-se ao final feliz, fica toda a gente contente e propaga-se uma moral correcta e agradável. Para melhorar ainda mais as coisas, vemos nos créditos finais algumas fífias de Carrey e Aniston. Que interessante.
“Bruce, o Todo-Poderoso” tem momentos de bom entretenimento, mas não deixa de ser pena que Carrey exiba o seu enorme talento em obras menores.
A melhor cena: Bruce faz imitações em frente ao espelho.
A pior cena: Bruce reza por Grace.
Nota: 5/10.
P.S. Vi os "trailers" de duas comédias fraquinhas, "Daddy Day Care" (com Eddie Murphy) e "What a Girl Wants". A primeira explora o humor sobre crianças traquinas e a segunda o humor sobre a adaptação de uma personagem irreverente a um ambiente formal. Que imaginação.
domingo, agosto 17, 2003
O quê?! Afinal, era tudo...
Já agora, uma pergunta trivial e supérflua: qual é o vosso "twist" preferido visto em cinema (independentemente da qualidade da fita que o possui)? A reviravolta final que me fascinou mais foi a de "Os Suspeitos do Costume". Sendo o melhor do filme (não gosto muito de obras sobre o "mundo do crime"), é incrivelmente simples e plausível e obriga a compreender a história de uma maneira totalmente diferente. E bastaria um único pormenor para que a narrativa não fosse assim... Brilhante.
sábado, agosto 16, 2003
Correcção
Quando fiz a lista dos piores de sempre esqueci-me, sei lá como, dessa magnífica obra de propaganda que é "Amanhecer Violento". Assim, a obra de John Milius ocupa a posição 10, em lugar de "Inferno" (o filme de Joaquim Leitão ao menos tem uma banda sonora porreira).
As minhas sinceras desculpas pela "gaffe".
As minhas sinceras desculpas pela "gaffe".
Os meus piores filmes
Sem ordenação por nível de (falta de) qualidade, aqui estão alguns filmes maus que vi:
1 - “Plan 9 From Outer Space” (1958). Um verdadeiro clássico. Sem nunca deixar de ser ridícula ou aborrecida, a obra-prima de Ed Wood possui pormenores capazes de deliciar qualquer espectador.
2 – “Bride of the Monster” (1956). Comparado com a fita antes referida, parece por momentos uma superprodução. No entanto, as interpretações de Tor Johnson e Bela Lugosi e as cenas finais asseguram o (nulo) valor do filme.
3 – “Peixe-Lua” (2000). Esta obra de José Álvaro Morais é daqueles filmes que dão má fama ao cinema português. Tão chato e confuso que se torna dificílimo vê-lo.
4 – “Ligações Imprevistas” (2000). Comédia (?) dramática com Madonna e Rupert Everett. Sem inspiração no início, quando chega a parte do drama fica mesmo horrível.
5 – “Astérix e Obélix Contra César” (1999). Admita-se que, com muito dinheiro e efeitos especiais, conseguiu-se passar o universo visual de Astérix para o cinema de imagem real. O problema é que o produtor e o realizador esqueceram-se do humor e de uma história coerente, limitando-se a cortar e colar pedaços de diferentes álbuns. Actores como Depardieu e Benigni fazem figuras tristes. A sequela, já com outro cineasta, é muito melhor.
6 – “Desaparecido em Combate” (1984). Chuck Norris em toda a sua glória, liquidando centenas de vietnamitas maus como as cobras e salvando a honra dos EUA. Para além do argumento maniqueísta, o filme conta com acção enfadonha e previsível. Não incluo nesta lista uma das duas sequelas, “Desaparecido em Combate 3”, porque só vi metade desse filme. Mas garanto-vos: o primeiro ao menos tinha por vezes alguma noção do ridículo, enquanto o terceiro é simplesmente hilariante.
7 – “Um Azarado com Sorte” (2000). Apenas no circuito vídeo em Portugal, este filme de Amy Heckerling consegue a proeza de desperdiçar actores como Greg Kinnear e Mena Suvari. Sem imaginação, sem piada, sem nada que valha a pena, este filme é mais falhado que o seu personagem principal (interpretado por Jason Biggs).
8 – “Legalmente Loura” (2001). O que Reese Witherspoon tem de fazer para ganhar dinheiro...
9 – “O Clube das Divorciadas” (1996). Serei o único que acha que esta comédia feminista não tem piada e está repleta de clichés e cenas cretinas?
10 – “Inferno” (1999). Tentativa falhada de Tino Navarro e Joaquim Leitão de fazer o primeiro filme de acção português, pegando nos traumas da guerra colonial. Os actores estão muito exagerados e o enredo não tem interesse. Só tem valor a banda sonora (grandes Xutos e Pontapés).
Foram estes de que me lembrei, pondo de parte alguns telefilmes nacionais que por aí aparecem. Apesar de tudo, acredito que o número de filmes bons supera o de filmes maus: é preciso apenas saber procurá-los.
1 - “Plan 9 From Outer Space” (1958). Um verdadeiro clássico. Sem nunca deixar de ser ridícula ou aborrecida, a obra-prima de Ed Wood possui pormenores capazes de deliciar qualquer espectador.
2 – “Bride of the Monster” (1956). Comparado com a fita antes referida, parece por momentos uma superprodução. No entanto, as interpretações de Tor Johnson e Bela Lugosi e as cenas finais asseguram o (nulo) valor do filme.
3 – “Peixe-Lua” (2000). Esta obra de José Álvaro Morais é daqueles filmes que dão má fama ao cinema português. Tão chato e confuso que se torna dificílimo vê-lo.
4 – “Ligações Imprevistas” (2000). Comédia (?) dramática com Madonna e Rupert Everett. Sem inspiração no início, quando chega a parte do drama fica mesmo horrível.
5 – “Astérix e Obélix Contra César” (1999). Admita-se que, com muito dinheiro e efeitos especiais, conseguiu-se passar o universo visual de Astérix para o cinema de imagem real. O problema é que o produtor e o realizador esqueceram-se do humor e de uma história coerente, limitando-se a cortar e colar pedaços de diferentes álbuns. Actores como Depardieu e Benigni fazem figuras tristes. A sequela, já com outro cineasta, é muito melhor.
6 – “Desaparecido em Combate” (1984). Chuck Norris em toda a sua glória, liquidando centenas de vietnamitas maus como as cobras e salvando a honra dos EUA. Para além do argumento maniqueísta, o filme conta com acção enfadonha e previsível. Não incluo nesta lista uma das duas sequelas, “Desaparecido em Combate 3”, porque só vi metade desse filme. Mas garanto-vos: o primeiro ao menos tinha por vezes alguma noção do ridículo, enquanto o terceiro é simplesmente hilariante.
7 – “Um Azarado com Sorte” (2000). Apenas no circuito vídeo em Portugal, este filme de Amy Heckerling consegue a proeza de desperdiçar actores como Greg Kinnear e Mena Suvari. Sem imaginação, sem piada, sem nada que valha a pena, este filme é mais falhado que o seu personagem principal (interpretado por Jason Biggs).
8 – “Legalmente Loura” (2001). O que Reese Witherspoon tem de fazer para ganhar dinheiro...
9 – “O Clube das Divorciadas” (1996). Serei o único que acha que esta comédia feminista não tem piada e está repleta de clichés e cenas cretinas?
10 – “Inferno” (1999). Tentativa falhada de Tino Navarro e Joaquim Leitão de fazer o primeiro filme de acção português, pegando nos traumas da guerra colonial. Os actores estão muito exagerados e o enredo não tem interesse. Só tem valor a banda sonora (grandes Xutos e Pontapés).
Foram estes de que me lembrei, pondo de parte alguns telefilmes nacionais que por aí aparecem. Apesar de tudo, acredito que o número de filmes bons supera o de filmes maus: é preciso apenas saber procurá-los.
sexta-feira, agosto 15, 2003
Rigor jornalístico
"(Em "A Residência Espanhola") Barcelona é o palco onde William decide cumprir o seu último ano académico, a reboque do programa Erasmus.”
“Público” (Edição Centro), 6-8-03
O personagem principal do filme chama-se Xavier.
“ “Amarcord”, o novo filme de Federico Fellini...”
Antena 1, 6-8-03, 17.55
“Amarcord” estreou em 1973 e depois disso Fellini rodou outras películas.
“ “Astérix (e Obélix: Missão Cleópatra)” (...) R.: Gérard Judnot; I.: Gérard Depardieu, Cristian Clavier(…).”
“Maria”, 6-8-03
O verdadeiro realizador é Alain Chabat.
“Os dois grandes “blockbusters” deste Verão – “Terminator 3” e “Hulk – A ascensão das máquinas” (...).”
“Visão”, 7-8-03
Leia-se: “Os dois grandes “blockbusters” deste Verão – “Exterminador Implacável 3 – Ascensão das Máquinas” e “Hulk” ”. Para o Fernando Campos, misturar os títulos destas duas fitas tão diferentes deve ser um sacrilégio.
“ “Sinais” (ed. Lusomundo), o terceiro filme de M. Night Shyamalan (...).”
“Diário de Notícias” (DN Mais), 9-8-03
Antes de alcançar a fama com “O Sexto Sentido”, Shyamalan já tinha realizado duas longas-metragens.
“Gwyneth Paltrow é a protagonista do filme “Voando alto”, inserido no género de comédia.”
“Jornal de Notícias”, 10-8-03
O título português de “A View From the Top” é “Altos Voos”.
“Público” (Edição Centro), 6-8-03
O personagem principal do filme chama-se Xavier.
“ “Amarcord”, o novo filme de Federico Fellini...”
Antena 1, 6-8-03, 17.55
“Amarcord” estreou em 1973 e depois disso Fellini rodou outras películas.
“ “Astérix (e Obélix: Missão Cleópatra)” (...) R.: Gérard Judnot; I.: Gérard Depardieu, Cristian Clavier(…).”
“Maria”, 6-8-03
O verdadeiro realizador é Alain Chabat.
“Os dois grandes “blockbusters” deste Verão – “Terminator 3” e “Hulk – A ascensão das máquinas” (...).”
“Visão”, 7-8-03
Leia-se: “Os dois grandes “blockbusters” deste Verão – “Exterminador Implacável 3 – Ascensão das Máquinas” e “Hulk” ”. Para o Fernando Campos, misturar os títulos destas duas fitas tão diferentes deve ser um sacrilégio.
“ “Sinais” (ed. Lusomundo), o terceiro filme de M. Night Shyamalan (...).”
“Diário de Notícias” (DN Mais), 9-8-03
Antes de alcançar a fama com “O Sexto Sentido”, Shyamalan já tinha realizado duas longas-metragens.
“Gwyneth Paltrow é a protagonista do filme “Voando alto”, inserido no género de comédia.”
“Jornal de Notícias”, 10-8-03
O título português de “A View From the Top” é “Altos Voos”.
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