Hoje, mais uma vez, o “Cine XL” afirmou-se como um bom programa televisivo. Para quem não sabe, a maravilha de que falo passa na SIC Radical às sextas, primeiro à hora de almoço e depois em horário nobre, é coordenada por Rui Pedro Tendinha e apresentada (em “off”) por duas das estrelas do canal (a outra estrela foi ver como era a 7ª Arte por dentro), Nuno Markl e Fernando Alvim. Estes seguem o guião escrito pelo primeiro, mas é difícil acreditar que não improvisem: passam os 20-25 minutos de programa a dizer breves piadinhas e a fazer comentários por vezes pouco elogiosos sobre os actores das fitas americanas. Como Alvim não se cansou de repetir hoje, o “Cine XL” é um espaço cheio de boa disposição (sem cair no ridículo).
São feitas referências (raramente demasiado longas) a alguns dos filmes em estreia nesse dia ou já em exibição, às novidades do mercado de DVD, e a novas obras que talvez cheguem em breve a Portugal. Além disso, são apresentadas algumas entrevistas (feitas normalmente por Tendinha) e secções especiais como “Cena Clássica” ou “Top XL”. Geralmente, Markl e Alvim apenas publicitam longas-metragens de que gostam ou que estão interessados em ver (a excepção são as novidades dos canais Lusomundo, o patrocinador, que, sejam elas boas ou más, são forçados a mostrar), mas quando não apreciam alguma coisa estúpida são bastante claros.
É óbvio que isto tudo serve apenas de interlúdio para preencher os espaços entre os momentos mais aliciantes, que são as sequências esverdeadas com combinações vídeo/áudio no mínimo curiosas.
sexta-feira, outubro 31, 2003
quinta-feira, outubro 30, 2003
Fiz asneira...
Outras revistas de cinema
Entre os órgãos de imprensa que existem apenas “online” (uma solução mais acessível financeiramente, presumo), contam-se algumas revistas especializadas dedicadas à 7ª Arte criadas há alguns anos. Na Internet portuguesa, é possível apontar os exemplos da “Estreia” e da “C de Crítica”.
O “site” da “Estreia”, regularmente actualizado, vale sobretudo pelas críticas aos filmes estreados nas salas ou em DVD nos últimos meses, apresentadas numa lista bastante completa. Além disso, possui notícias, antevisões de películas ainda não chegadas ao nosso país, “links” de tudo quanto é festival e um sistema que permite conhecer as salas nas quais se encontra em exibição determinado filme (pelo menos em Lisboa e no Porto). Trata-se de uma revista que não gosta de deitar nada fora: além de disponibilizar o arquivo, críticas e notícias antigas misturam-se com as mais recentes. O que é estranho é que a “Estreia” é anónima. As críticas (sem atribuição de classificação às fitas analisadas) referem-se por vezes a posições subjectivas (“estou totalmente de acordo”), mas não aparecem assinadas. Um óbvio precedente de “O Meu Pipi”.
Quanto à “C de Crítica”, é (ou era, visto que não é actualizada desde Junho) um projecto de um grupo de estudantes portuenses. Com um número reduzido de críticas (reunidas em arquivo), nas quais a avaliação é dividida pelos diversos aspectos do filme, possui no entanto, entre outras coisas, artigos sobre variados temas e entrevistas com realizadores portugueses (João Canijo, João Botelho, enfim, essa gente perigosa). Sem muitas imagens, trata-se de uma revista consagrada sobretudo ao cinema feito do lado de cá do Atlântico.
Sem destronar os “pesos-pesados” da Internet cinéfila lusa, como o 7ª Arte e o Cinema 2000, estas duas publicações merecem alguma atenção (e desejos de rápido regresso, no caso da “C de Crítica”).
O “site” da “Estreia”, regularmente actualizado, vale sobretudo pelas críticas aos filmes estreados nas salas ou em DVD nos últimos meses, apresentadas numa lista bastante completa. Além disso, possui notícias, antevisões de películas ainda não chegadas ao nosso país, “links” de tudo quanto é festival e um sistema que permite conhecer as salas nas quais se encontra em exibição determinado filme (pelo menos em Lisboa e no Porto). Trata-se de uma revista que não gosta de deitar nada fora: além de disponibilizar o arquivo, críticas e notícias antigas misturam-se com as mais recentes. O que é estranho é que a “Estreia” é anónima. As críticas (sem atribuição de classificação às fitas analisadas) referem-se por vezes a posições subjectivas (“estou totalmente de acordo”), mas não aparecem assinadas. Um óbvio precedente de “O Meu Pipi”.
Quanto à “C de Crítica”, é (ou era, visto que não é actualizada desde Junho) um projecto de um grupo de estudantes portuenses. Com um número reduzido de críticas (reunidas em arquivo), nas quais a avaliação é dividida pelos diversos aspectos do filme, possui no entanto, entre outras coisas, artigos sobre variados temas e entrevistas com realizadores portugueses (João Canijo, João Botelho, enfim, essa gente perigosa). Sem muitas imagens, trata-se de uma revista consagrada sobretudo ao cinema feito do lado de cá do Atlântico.
Sem destronar os “pesos-pesados” da Internet cinéfila lusa, como o 7ª Arte e o Cinema 2000, estas duas publicações merecem alguma atenção (e desejos de rápido regresso, no caso da “C de Crítica”).
terça-feira, outubro 28, 2003
As madrugadas de Liliana Moreira
Na madrugada de hoje, a RTP1 emitiu "Cinecidade", um magazine originário da NTV coordenado por Álvaro Costa e apresentado por Liliana Moreira. Na verdade, o programa fala não só de cinema como de música. Que desperdício exibir um espaço televisivo desses às duas da manhã, dirão vocês. Na verdade, não se perde grande coisa.
As rápidas intervenções de Moreira (uma locutora o mais convencional possível, que lê calma e sorridente um teleponto com um texto de má qualidade) servem apenas para marcar a fronteira entre as reportagens estrangeiras exibidas. No que toca ao cinema, foi possível ver no "Cinecidade" de hoje os "making of" dos filmes "Hollywood Homicide" e "Kill Bill" (sem as tão faladas imagens com quilolitros de sangue). Pessoalmente, não gosto por aí além de documentários sobre filmagens. Parecem-me sempre iguais, com um realizador a dizer "acção" e "corta" e actores a elogiar o génio do cineasta com quem tiveram o enorme prazer de trabalhar. Até mesmo para ficar a conhecer informações sobre o filme é mais produtivo consultar a Internet.
Seja como for, "Cinecidade" é basicamente isso: longas reportagens importadas com entrevistas a actores, realizadores ou músicos e algumas imagens soltas do seu trabalho. A imaginação do programa é tão grande como a sua ficha técnica. De pouco vale existirem magazines sobre artes se eles têm tão pouca ambição. Com menor tempo de duração, o "Cine XL" da SIC Radical é muito, mas mesmo muito melhor.
As rápidas intervenções de Moreira (uma locutora o mais convencional possível, que lê calma e sorridente um teleponto com um texto de má qualidade) servem apenas para marcar a fronteira entre as reportagens estrangeiras exibidas. No que toca ao cinema, foi possível ver no "Cinecidade" de hoje os "making of" dos filmes "Hollywood Homicide" e "Kill Bill" (sem as tão faladas imagens com quilolitros de sangue). Pessoalmente, não gosto por aí além de documentários sobre filmagens. Parecem-me sempre iguais, com um realizador a dizer "acção" e "corta" e actores a elogiar o génio do cineasta com quem tiveram o enorme prazer de trabalhar. Até mesmo para ficar a conhecer informações sobre o filme é mais produtivo consultar a Internet.
Seja como for, "Cinecidade" é basicamente isso: longas reportagens importadas com entrevistas a actores, realizadores ou músicos e algumas imagens soltas do seu trabalho. A imaginação do programa é tão grande como a sua ficha técnica. De pouco vale existirem magazines sobre artes se eles têm tão pouca ambição. Com menor tempo de duração, o "Cine XL" da SIC Radical é muito, mas mesmo muito melhor.
segunda-feira, outubro 27, 2003
Quem é o Pipoca Rasca?
Sei que este post não é sobre cinema mas não queria deixar passar sem comentar o que Pedro Rolo Duarte disse no passado Sábado no Diário de Notícias.
Sei que ele não gosta de blogs, começando por os criticar brutalmente no seu espaço e acabando por dar graxa aos mesmos quando viu que possivelmente as pessoas poderiam não ter gostado e que isso poderia ser mau para um tipo que escreve livros e em jornais. Depois para terminar em glória disse quem era o Pipi do blog "O meu pipi". Sinceramente mais baixo era impossível, desnecessário e mostra que o 25 de Abril só se deu para alguns pois outros continuam a não gostar da liberdade de expressão.
Não gostar de blogs por os achar inúteis é mau vindo de quem sabe que tem um espaço para escrever a sua opinião. Mas e aqueles que gostam de escrever sobre o que os faz viver e que não têm um espaço? O blog foi uma solução, simoles, económica e que poderá chegar a alguns leitores.
Não estou a defender o "O meu pipi". Acho que esse blog é giro e se for entendido é o ideal para dar umas gargalhadas com aquelas coisas que muitos pensam mas que não dizem. É superfulo mas por ele também não vem mal ao Mundo.
E já agora serve para alguma coisa saber quem escreveu este post?
Sei que ele não gosta de blogs, começando por os criticar brutalmente no seu espaço e acabando por dar graxa aos mesmos quando viu que possivelmente as pessoas poderiam não ter gostado e que isso poderia ser mau para um tipo que escreve livros e em jornais. Depois para terminar em glória disse quem era o Pipi do blog "O meu pipi". Sinceramente mais baixo era impossível, desnecessário e mostra que o 25 de Abril só se deu para alguns pois outros continuam a não gostar da liberdade de expressão.
Não gostar de blogs por os achar inúteis é mau vindo de quem sabe que tem um espaço para escrever a sua opinião. Mas e aqueles que gostam de escrever sobre o que os faz viver e que não têm um espaço? O blog foi uma solução, simoles, económica e que poderá chegar a alguns leitores.
Não estou a defender o "O meu pipi". Acho que esse blog é giro e se for entendido é o ideal para dar umas gargalhadas com aquelas coisas que muitos pensam mas que não dizem. É superfulo mas por ele também não vem mal ao Mundo.
E já agora serve para alguma coisa saber quem escreveu este post?
domingo, outubro 26, 2003
Revoluções surpreendentes?
Já só faltam dez dias para a estreia mundial de "The Matrix Revolutions". Ainda não tinham reparado? É compreensível. Além de alguns "outdoors" lembrando que tudo o que tem um princípio tem de ter um fim ("slogan" um pouco básico e desnecessário), poucos têm sido os sinais que vem aí o final daquela que é já uma das trilogias mais famosas de sempre. Isto é estranho, comparando com o que aconteceu com "Matrix Reloaded", precedido por uma esmagadora campanha mediática e publicitária que nos fez sentir que vinha aí o dia mais importante das nossas tristes vidas. É certo que nessa altura chegava ao fim um período de quatro anos sem notícias de Neo e a imprensa deleitava-se ao explicar quem eram os velhos e novos tipos de óculos escuros. Mas, mesmo assim, actualmente seria de esperar um pouco mais de atenção e carinho. Por enquanto, Tarantino é o alvo dos holofotes. Quererá isto dizer que seremos submetidos nos próximos dias a um verdadeiro massacre?
Seja como for, as primeiras sessões vão esgotar e a obra será um sucesso comercial (embora talvez não arrasador). Terá sido feito um final em beleza ou baixar-se-á ainda mais o nível (não é que negue o visual absolutamente espectacular de "Matrix Reloaded", longe disso, mas o argumento deixa um pouco a desejar)? Existe, além disso, a expectativa sobre qual dos capítulos finais deste ano chamará mais pessoal às salas escuras: "Revolutions" ou "O Regresso do Rei"?
Seja como for, as primeiras sessões vão esgotar e a obra será um sucesso comercial (embora talvez não arrasador). Terá sido feito um final em beleza ou baixar-se-á ainda mais o nível (não é que negue o visual absolutamente espectacular de "Matrix Reloaded", longe disso, mas o argumento deixa um pouco a desejar)? Existe, além disso, a expectativa sobre qual dos capítulos finais deste ano chamará mais pessoal às salas escuras: "Revolutions" ou "O Regresso do Rei"?
sexta-feira, outubro 24, 2003
Um post para o meu bairro
Hoje e amanhã à noite é projectado no Auditório Municipal da Póvoa de Santo Adrião "Exterminador Implacável 3: Ascensão das Máquinas". Amanhã à tarde há uma sessão de "Relatório Minoritário". Os dois filmes integram-se na programação de Outubro da Odivelcultur, a empresa cultural municipal de que já aqui falei. Este mês, a película escolhida através do "Voto do Público" foi "Matrix Reloaded". Que imaginação... Assim é fácil para a Odivelcultur desencantar as longas-metragens que os munícipes exigem.
A propósito, não acreditem naquilo que Artur Teixeira disse no final do noticiário das 17.50 da RNA: o Arnaldo foi eleito governador da Califórnia e não senador e Meryl Streep não contracena com Tom Cruise no filme de Spielberg (este erro é desculpável: o próprio "site" da Odivelcultur comete esse lapso).
P.S. Hoje ultrapassámos as 1500 visitas! Obrigado aos nossos leitores fiéis (e também aos infiéis).
A propósito, não acreditem naquilo que Artur Teixeira disse no final do noticiário das 17.50 da RNA: o Arnaldo foi eleito governador da Califórnia e não senador e Meryl Streep não contracena com Tom Cruise no filme de Spielberg (este erro é desculpável: o próprio "site" da Odivelcultur comete esse lapso).
P.S. Hoje ultrapassámos as 1500 visitas! Obrigado aos nossos leitores fiéis (e também aos infiéis).
O meu "Top" é maior que o teu!!!!
1 Embriagado de Amor
1 Última Hora
2 Dogville
3 Inadaptado
4 Apanha-me se Puderes
5 Herói
6 As Confissões de Schmidt
7 Adeus Lenine!
8 As Regras da Atracção
9. Matrix Reloaded
10. Hulk
10. X.Men2
Acho que colocar somente um filme por lugar acabada por ser injusto.
Assim os dois melhores filmes ãté à data são magistrais e totalmente distintos.
Para finalizar mostro as duas melhores adaptações que a Marvel conseguiu no cinema e ficaram juntos por serem adaptações de BD.
Possivelmente já amanhã quando vir o Kill Bill a lista terá de ser alterado.
1 Última Hora
2 Dogville
3 Inadaptado
4 Apanha-me se Puderes
5 Herói
6 As Confissões de Schmidt
7 Adeus Lenine!
8 As Regras da Atracção
9. Matrix Reloaded
10. Hulk
10. X.Men2
Acho que colocar somente um filme por lugar acabada por ser injusto.
Assim os dois melhores filmes ãté à data são magistrais e totalmente distintos.
Para finalizar mostro as duas melhores adaptações que a Marvel conseguiu no cinema e ficaram juntos por serem adaptações de BD.
Possivelmente já amanhã quando vir o Kill Bill a lista terá de ser alterado.
quinta-feira, outubro 23, 2003
"Top" provisório
Aqui estão os dez melhores filmes que vi no cinema de 1 de Janeiro de 2003 até hoje. Os três últimos não fazem parte do meu "top" ideal (que teria apenas obras com nota igual ou superior a 8/10), mas espero que até ao final do ano sejam corridos da tabela por verdadeiras pérolas...
1 - "Embriagado de Amor", de Paul Thomas Anderson
2 - "A Última Hora", de Spike Lee
3 - "Apanha-me se Puderes", de Steven Spielberg
4 - "Bowling for Columbine", de Michael Moore
5 - "Adeus Lenine!", de Wolfgang Becker
6 - "Solaris", de Steven Soderbergh
7 - "Matrix Reloaded", de Andy e Larry Wachovski
8 - "Inadaptado", de Spike Jonze
9 - "As Horas", de Stephen Daldry
10 - "Cabine Telefónica", de Joel Schumacher
1 - "Embriagado de Amor", de Paul Thomas Anderson
2 - "A Última Hora", de Spike Lee
3 - "Apanha-me se Puderes", de Steven Spielberg
4 - "Bowling for Columbine", de Michael Moore
5 - "Adeus Lenine!", de Wolfgang Becker
6 - "Solaris", de Steven Soderbergh
7 - "Matrix Reloaded", de Andy e Larry Wachovski
8 - "Inadaptado", de Spike Jonze
9 - "As Horas", de Stephen Daldry
10 - "Cabine Telefónica", de Joel Schumacher
Resmas de DVD's
Já se tornou moda a venda de DVD's juntamente com jornais ou revistas. Agora é a "Visão" que inicia em Novembro uma série de filmes postos à disposição dos leitores por mais 8,90 euros. Observando a lista das longas-metragens escolhidas (ou que se puderam arranjar) pela revista de Balsemão, verifica-se que começa bem, com "Magnólia" (a propósito, o destaque atribuído à presença de Tom Cruise na fita de PT Anderson é um pouco enganador, pois dá a entender que a história se concentra na sua personagem, como costuma acontecer), e pelo meio há um Polanski e um "Ali", mas na sua maioria é composta por comédias de brilho duvidoso ("Bean", "Doidos à Solta", "Eram Todos Bons Rapazes") e filmes de impacto quase nulo ("Sob Suspeita", "Um Perigo de Mulher", etc.). Estariam todos os cineastas "de alto nível" reservados pelo "Público"? Enfim, desde que a iniciativa contribua para a divulgação do formato DVD...
P.S. O "best-seller" de Michael Moore chama-se "Brancos Estúpidos e Outras Desculpas Esfarrapadas para o Estado da Nação" e não "Brancos Estúpidos e Outras Histórias" (não se trata de um livro de contos), como a "Visão" de hoje refere erradamente, a propósito da antecipação da "sequela" (com o título de "Dude, Where's My Country?").
P.S. O "best-seller" de Michael Moore chama-se "Brancos Estúpidos e Outras Desculpas Esfarrapadas para o Estado da Nação" e não "Brancos Estúpidos e Outras Histórias" (não se trata de um livro de contos), como a "Visão" de hoje refere erradamente, a propósito da antecipação da "sequela" (com o título de "Dude, Where's My Country?").
terça-feira, outubro 21, 2003
Asneiras e disparates
Dentro da crítica cinematográfica, há um subgénero que consiste na detecção e revelação ao mundo da existência de “erros” ou “falhas” (designações que costumam ser aplicadas em Portugal) em um ou mais filmes. Analisando as longas-metragens à lupa, os especialistas desta actividade reparam em falhas de continuidade, incoerências no argumento, microfones ou equipa técnica visíveis, anacronismos (no caso de cenas que decorrem no passado), informações que não correspondem aos factos reais, situações cientificamente impossíveis, má tradução e muito mais. O que parece fazer sentido aos olhos de um espectador desatento (como eu) é exposto como não possuindo qualquer lógica ou realismo. Por vezes, o que provoca espanto é como ninguém durante a realização e montagem da obra em questão reparou em disparates óbvios.
Os “sites” que constituem referências para este tipo de análise exaustiva da 7ª Arte são, além do Imdb (secção “Goofs”), Nitpickers (muita informação) e o inglês Movie Mistakes (visual agradável). Nestes últimos, os seus autores e qualquer cibernauta que aí se registe publicam textos denunciando os erros (geralmente, quase insignificantes) das fitas (ou de episódios de séries televisivas, no caso dos Nitpickers) e promovem inquéritos. Os filmes com mais falhas plausíveis registadas (como “Matrix”, “O Resgate do Soldado Ryan” ou “A Irmandade do Anel”) não são necessariamente aqueles que são feitos com mais desleixo, mas sim os mais populares (logo, com maiores probabilidades de serem “apanhados”).
Há três anos, existia um equivalente português muito interessante, “Oops! Falhas nos Filmes”. Depois de alguma instabilidade, desapareceu sem deixar rasto. Alguém sabe o que lhe aconteceu?
Os “sites” que constituem referências para este tipo de análise exaustiva da 7ª Arte são, além do Imdb (secção “Goofs”), Nitpickers (muita informação) e o inglês Movie Mistakes (visual agradável). Nestes últimos, os seus autores e qualquer cibernauta que aí se registe publicam textos denunciando os erros (geralmente, quase insignificantes) das fitas (ou de episódios de séries televisivas, no caso dos Nitpickers) e promovem inquéritos. Os filmes com mais falhas plausíveis registadas (como “Matrix”, “O Resgate do Soldado Ryan” ou “A Irmandade do Anel”) não são necessariamente aqueles que são feitos com mais desleixo, mas sim os mais populares (logo, com maiores probabilidades de serem “apanhados”).
Há três anos, existia um equivalente português muito interessante, “Oops! Falhas nos Filmes”. Depois de alguma instabilidade, desapareceu sem deixar rasto. Alguém sabe o que lhe aconteceu?
segunda-feira, outubro 20, 2003
Ladra mas morde: Volume 2
Dedico este volume a um dos maiores nomes da história da 7ª Arte, Clint Eastwood. O realizador/actor americano começou a sua carreira na televisão em séries cujo tema era centrado no Oeste Americano.
Nos anos sessenta aparece um projecto ambicioso de um realizador italiano que procura actores de renome para westerns. Após Bronson e Fonda rejeitarem Sergio Leone vira-se para Eastwood como o possivel substituto.
Nestes tempos criou-se uma lenda, o "cowboy sem nome" personagem que iria aparecer em mais dois filmes perfazendo uma trilogia que não é trilogia (uma vez que nunca se estabelecem ligações entre histórias/personagens).
Eastwood viveu tempos de glória perto do público mas um grande afastamento da crítica que a agora o "ama". Eastwood volta a marcar a sua carreira de uma personagem simbolica nos anos 70, Dirty Harry. As sequelas são muitas e perto dos anos 90 Eastwood começa a realizar películas mais regularmente.
Contra o que é hábito os seus dois títulos mais importantes são esquecidos pela crítica Europeia e amados pela Americana. Assim um pouco inesperadamente ganha dois Óscares com o melhor Western dos últimos 20 anos, Imperdoável.
Todos os seus filmes seguintes são marcados por um toque clássico brilhante e mesmo os filmes mais descontraídos são de uma qualidade acima da média.
Em 2000 faz aquele filme mais descontraído, Space Cowboys que a meu ver é um dos melhores filmes do género desde Os Efeitos. Pensando bem poderia mesmo dizer que é semelhante mas mais descontraído. E o último plano do filme é a sequência mais bonita que o cinema americano nos deu nos últimos 10 anos.
Nos anos sessenta aparece um projecto ambicioso de um realizador italiano que procura actores de renome para westerns. Após Bronson e Fonda rejeitarem Sergio Leone vira-se para Eastwood como o possivel substituto.
Nestes tempos criou-se uma lenda, o "cowboy sem nome" personagem que iria aparecer em mais dois filmes perfazendo uma trilogia que não é trilogia (uma vez que nunca se estabelecem ligações entre histórias/personagens).
Eastwood viveu tempos de glória perto do público mas um grande afastamento da crítica que a agora o "ama". Eastwood volta a marcar a sua carreira de uma personagem simbolica nos anos 70, Dirty Harry. As sequelas são muitas e perto dos anos 90 Eastwood começa a realizar películas mais regularmente.
Contra o que é hábito os seus dois títulos mais importantes são esquecidos pela crítica Europeia e amados pela Americana. Assim um pouco inesperadamente ganha dois Óscares com o melhor Western dos últimos 20 anos, Imperdoável.
Todos os seus filmes seguintes são marcados por um toque clássico brilhante e mesmo os filmes mais descontraídos são de uma qualidade acima da média.
Em 2000 faz aquele filme mais descontraído, Space Cowboys que a meu ver é um dos melhores filmes do género desde Os Efeitos. Pensando bem poderia mesmo dizer que é semelhante mas mais descontraído. E o último plano do filme é a sequência mais bonita que o cinema americano nos deu nos últimos 10 anos.
Sangue
E agora um filme em DVD: "Blood Work - Dívida de Sangue", de Clint Eastwood. Não conheço como deve ser a filmografia deste cineasta (confesso que, com honrosas excepções, a minha sabedoria cinéfila abrange apenas o período posterior a 1980): só vi "Imperdoável" e "Um Mundo Perfeito" (que passa hoje no canal Hollywood). Talvez por isso não fui acometido de qualquer entusiasmo especial por este seu penúltimo filme, que, no entanto, é perfeitamente recomendável: trata-se de um policial com uma história bem imaginada e contada (incluindo o "twist"), protagonizado por um actor (o próprio Eastwood) que exprime às mil maravilhas todas as fragilidades do personagem principal. Já os secundários não são tão brilhantes e existem alguns lugares-comuns despropositados (como os "alívios cómicos" e a cena de sexo). Mas vê-se que por trás do projecto está um realizador (e produtor) que sabe o que faz.
Acho que este é um bom exemplo do género policial (até porque não tem tiros e explosões em catadupa), sobretudo por, como escreveu o Fernando, ser tão simples.
Nota: 7/10.
Acho que este é um bom exemplo do género policial (até porque não tem tiros e explosões em catadupa), sobretudo por, como escreveu o Fernando, ser tão simples.
Nota: 7/10.
domingo, outubro 19, 2003
O mundo louco dos videoclubes
Ao contrário do que por enquanto acontece com as longas-metragens exibidas nos cinemas, são divulgados em Portugal "tops" com as obras mais vendidas ou requisitadas do circuito de vídeo/DVD. Nos videoclubes, é possível observar essas listas nacionais ou simplesmente o registo feito pelas próprias lojas das fitas mais escolhidas pelos seus clientes, dando assim a conhecer as preferências de um microcosmos que podemos, geralmente sem grande exagero, estender à generalidade do público.
A verdade é que essas tabelas não possuem interesse de maior, uma vez que os filmes que ocupam o topo delas são sempre as últimas novidades. Acho que os consumidores alugam sobretudo aquilo que é recente, sem grandes preocupações com a qualidade ou prestígio crítico das fitas (vi numa loja "Barco Fantasma" na primeira posição, superando "As Duas Torres"). É claro que a publicidade e o mediatismo dos filmes ajudam ao seu sucesso, mas obras lançadas directamente para o circuito de "cinema em casa" e dirigidas a um público específico (como "Jason X" ou filmes com Steven Seagal) também costumam marcar presença nos dez mais, talvez porque existe menor exigência na escolha da fita que se vai ver na sala de estar do que no multiplex.
As diferenças entre o visionamento de cinema em casa e a ida às salas começam, no entanto, a esbater-se: o vídeoclube que frequento já passou a vender sacos de pipocas. Portanto, já não falta o essencial para fingir que se está num cinema. Restam ainda alguns pormenores de escassa importância (além do preço) que diferenciam essas duas formas de desfrutar da 7ª Arte. A possibilidade de ver as cassetes ou os discos aos bocadinhos (metade antes do jantar, 10 minutos antes de ir passear o cão, 20 minutos a seguir à novela...) é uma delas. Digam mais...
A verdade é que essas tabelas não possuem interesse de maior, uma vez que os filmes que ocupam o topo delas são sempre as últimas novidades. Acho que os consumidores alugam sobretudo aquilo que é recente, sem grandes preocupações com a qualidade ou prestígio crítico das fitas (vi numa loja "Barco Fantasma" na primeira posição, superando "As Duas Torres"). É claro que a publicidade e o mediatismo dos filmes ajudam ao seu sucesso, mas obras lançadas directamente para o circuito de "cinema em casa" e dirigidas a um público específico (como "Jason X" ou filmes com Steven Seagal) também costumam marcar presença nos dez mais, talvez porque existe menor exigência na escolha da fita que se vai ver na sala de estar do que no multiplex.
As diferenças entre o visionamento de cinema em casa e a ida às salas começam, no entanto, a esbater-se: o vídeoclube que frequento já passou a vender sacos de pipocas. Portanto, já não falta o essencial para fingir que se está num cinema. Restam ainda alguns pormenores de escassa importância (além do preço) que diferenciam essas duas formas de desfrutar da 7ª Arte. A possibilidade de ver as cassetes ou os discos aos bocadinhos (metade antes do jantar, 10 minutos antes de ir passear o cão, 20 minutos a seguir à novela...) é uma delas. Digam mais...
sexta-feira, outubro 17, 2003
Os longínquos anos 90
Após meses de uma omnipresente campanha publicitária (como é habitual com a distribuidora portuense FBF Filmes), que gerou um enorme "hype" e levou a numerosas reservas de bilhetes para as primeiras sessões, estreia hoje finalmente "Xavier", do realizador Manuel Mozos, a grande revelação do cinema português ("Quando Troveja", a sua primeira obra a chegar aos cinemas, provocou, como todos se devem lembrar, enorme alarido).
A quem esteve fora de Portugal nos últimos tempos, revelo que "Xavier" (produzido por Paulo Rocha) é um drama sobre um rapaz abandonado pela mãe num orfanato que é adoptado, na adolescência, pelos Alves, uma família burguesa. O problema é que a instabilidade emocional própria da idade e um encontro surpreendente vão desequilibrar Xavier... Promete ser um enredo cheio de acção e emoção.
A estratégia comercial de Mozos e da FBF é tão apurada que esperaram 11 anos (a fita foi rodada em 1992) até chegar o momento perfeito para lançar o produto no mercado. Certamente a espera não será em vão e centenas de milhares de espectadores encherão as cinco (ainda mais que "Altar"!) salas nacionais nas quais "Xavier" estreia, vendo como eram actores como Alexandra Lencastre ou José Pedro Gomes no início da década passada. Tratar-se-á, afinal, de um saudável exercício de revivalismo dos anos 90.
A quem esteve fora de Portugal nos últimos tempos, revelo que "Xavier" (produzido por Paulo Rocha) é um drama sobre um rapaz abandonado pela mãe num orfanato que é adoptado, na adolescência, pelos Alves, uma família burguesa. O problema é que a instabilidade emocional própria da idade e um encontro surpreendente vão desequilibrar Xavier... Promete ser um enredo cheio de acção e emoção.
A estratégia comercial de Mozos e da FBF é tão apurada que esperaram 11 anos (a fita foi rodada em 1992) até chegar o momento perfeito para lançar o produto no mercado. Certamente a espera não será em vão e centenas de milhares de espectadores encherão as cinco (ainda mais que "Altar"!) salas nacionais nas quais "Xavier" estreia, vendo como eram actores como Alexandra Lencastre ou José Pedro Gomes no início da década passada. Tratar-se-á, afinal, de um saudável exercício de revivalismo dos anos 90.
quinta-feira, outubro 16, 2003
O futuro à nossa frente
O filme cujo DVD é vendido hoje com o "Público", "Manobras na Casa Branca" ("Wag the Dog"), é classificado pelo jornal como "comédia" ou "sátira política", mas na verdade é muito mais que isso. Trata-se da criação de um novo género: o cinema profético. Para quem não sabe, esta longa-metragem de 1997 (realizada por Barry Levinson e protagonizada por Dustin Hoffman, Robert de Niro e Anne Heche) conta a história de um grupo de colaboradores do presidente americano que inventam uma guerra (existente apenas na televisão) contra a Albânia para distrair a população de um escândalo sexual que envolve o líder do mundo livre.
Um presidente a desencadear um ataque militar para desviar as atenções dos seus pecadilhos? Um personagem (o de Robert de Niro) que explica que a guerra do futuro não é contra o estado A ou B, mas sim contra grupos terroristas equipados com armas de destruição maciça? Uma Administração que promove um conflito patriótico (apoiado pelo eleitorado) contra um país que diz considerar uma ameaça para a segurança mundial? Um soldado que cai nas mãos do inimigo e, depois da sua "libertação", é transformado num herói nacional? Não viram isto em qualquer lado (depois de "Manobras na Casa Branca" estrear)? É um dos casos em que a realidade imita a ficção.
Que mais elementos do filme de Levinson se virão a tornar realidade? Os (péssimos) anúncios televisivos de apoio à reeleição do presidente?
Um presidente a desencadear um ataque militar para desviar as atenções dos seus pecadilhos? Um personagem (o de Robert de Niro) que explica que a guerra do futuro não é contra o estado A ou B, mas sim contra grupos terroristas equipados com armas de destruição maciça? Uma Administração que promove um conflito patriótico (apoiado pelo eleitorado) contra um país que diz considerar uma ameaça para a segurança mundial? Um soldado que cai nas mãos do inimigo e, depois da sua "libertação", é transformado num herói nacional? Não viram isto em qualquer lado (depois de "Manobras na Casa Branca" estrear)? É um dos casos em que a realidade imita a ficção.
Que mais elementos do filme de Levinson se virão a tornar realidade? Os (péssimos) anúncios televisivos de apoio à reeleição do presidente?
quarta-feira, outubro 15, 2003
Pessoal a corja vai voltar ao mar !!!
É sabido. Vai haver um novo filme dos Piratas das Caraíbas e todo o elenco principal e realizador, produtor vão voltar a trabalhar para a Disney.
Produzir uma sequela somente por ser um investimento necessário para uma grande empresa que descobriu a sua galinha dos ovos de ouro, penso ser triste, mas o cinema dos tempos modernos é isso mesmo.
Longe vão os tempos da criação de sequelas por desafio ao realizador/actores
como foram casos excepcionais os Indianas Jones, Star Wars, os Padrinhos e os Regressos ao Futuro.
Depois com o tempo morre a ideia, o filme e as virtudes que os primeiros episódios tiveram.
Produzir uma sequela somente por ser um investimento necessário para uma grande empresa que descobriu a sua galinha dos ovos de ouro, penso ser triste, mas o cinema dos tempos modernos é isso mesmo.
Longe vão os tempos da criação de sequelas por desafio ao realizador/actores
como foram casos excepcionais os Indianas Jones, Star Wars, os Padrinhos e os Regressos ao Futuro.
Depois com o tempo morre a ideia, o filme e as virtudes que os primeiros episódios tiveram.
terça-feira, outubro 14, 2003
Ladra mas morde - volume 1
Pois é, estreou a nova obra-prima do realizador do Dogma. Este filme não nos deixa indiferentes se nos deixarmos ir. O filme é um portento para a 7* arte e Van Trier passa mais uma vez com nota elevada num teste experimental. Existem dúvidas quanto ao talento deste criador?
O filme é todo uma cidade e tal como em disse para Akira, a cidade é também um personagem. Melhor possivelmente a ausência de cidade é um personagem. Afinal os mirones podem saber o que se passa dentro das casas dos vizinhos porque estas não têm paredes. Coisa de loucos...
O conceito é original e funciona. O que é fabuloso é a filmagem aérea da cidade em que o realizador coloca toda a cidade num único plano. O toque trágico de Trier permanece exactamente igual ao dos filmes anteriores sendo no entanto um pouco diferente desta feita para o destino de Grace.
Quanto a Kidman, acho que tem um papel competente a cair para o muito bom se não me soubesse que Bjork endendera o seu papel um pouco melhpr. Penso que Kidman por vezes parece demasiado distante da acção como se não entendesse o propósito de toda aquela violência.
Felizmente DogVille ladra mas morde ou seja muito se falou mas pelo menos não desilude.
O filme é todo uma cidade e tal como em disse para Akira, a cidade é também um personagem. Melhor possivelmente a ausência de cidade é um personagem. Afinal os mirones podem saber o que se passa dentro das casas dos vizinhos porque estas não têm paredes. Coisa de loucos...
O conceito é original e funciona. O que é fabuloso é a filmagem aérea da cidade em que o realizador coloca toda a cidade num único plano. O toque trágico de Trier permanece exactamente igual ao dos filmes anteriores sendo no entanto um pouco diferente desta feita para o destino de Grace.
Quanto a Kidman, acho que tem um papel competente a cair para o muito bom se não me soubesse que Bjork endendera o seu papel um pouco melhpr. Penso que Kidman por vezes parece demasiado distante da acção como se não entendesse o propósito de toda aquela violência.
Felizmente DogVille ladra mas morde ou seja muito se falou mas pelo menos não desilude.
Ele não morre...
Lendo as últimas notícias, fico a saber que a 20th Century Fox contratou um argumentista para escrever "Die Hard 4: Die Hardest". Se Bruce Willis não odiar o texto que virá a ser produzido, o agente John McClane regressará aos ecrãs de cinema no Verão de 2005.
Os jornalistas de cinema parecem-me às vezes um pouco precipitados. Já muito se escreveu sobre "Die Hard 4": que se passaria na selva, que Britney Spears faria parte do elenco (espero que isto não tenha qualquer fundamento), que McClane morreria no final... Enfim, trata-se de um projecto com o objectivo de estourar as bilheteiras e os rumores só servem para fazer crescer a expectativa. Pessoalmente, acho que, quase uma década depois de "Die Hard - A Vingança", não faz muito sentido prolongar a série (também se poderia dizer o mesmo de "Terminator", mas fizeram mesmo mais um filme).
"Assalto ao Arranha-Céus" (1988) continua a ser um clássico do cinema de acção. O espaço restrito no qual decorre a história, a realização de John McTiernan e a maneira como Willis se integra na perfeição na pele de "action hero" (tudo poderia ser tragicamente diferente se o Arnaldo tivesse sido John McClane, como estava previsto inicialmente - já imaginaram o "Governator", o antecessor do Calhau, a encher o edifício com o seu sotaque austríaco?) asseguraram o sucesso de crítica e bilheteira. "Assalto ao Aeroporto" (1990), de Renny Harlin, não é tão inteligente ou cativante, mas diverte. A seguir (ou seja, em 1995), voltou McTiernan para rodar "Die Hard - a Vingança" (que parte do primeiro filme mas, sabe-se lá porquê, ignora completamente o segundo), que considero o mais fraco. Não por causa da parceria entre Willis e Samuel L. Jackson (que, como se voltaria a ver em "O Protegido", resulta muito bem), mas pelo facto de, com tantos cenários, situações e luz natural, se perder o efeito dos primeiros "Die Hard". A história também não é nenhum prodígio.
Bem, que regresse então McClane e nos salve, aos tiros, de mais um grupo de terroristas (actualmente, é necessário tratar esse tema com muita moderação e sensibilidade).
Os jornalistas de cinema parecem-me às vezes um pouco precipitados. Já muito se escreveu sobre "Die Hard 4": que se passaria na selva, que Britney Spears faria parte do elenco (espero que isto não tenha qualquer fundamento), que McClane morreria no final... Enfim, trata-se de um projecto com o objectivo de estourar as bilheteiras e os rumores só servem para fazer crescer a expectativa. Pessoalmente, acho que, quase uma década depois de "Die Hard - A Vingança", não faz muito sentido prolongar a série (também se poderia dizer o mesmo de "Terminator", mas fizeram mesmo mais um filme).
"Assalto ao Arranha-Céus" (1988) continua a ser um clássico do cinema de acção. O espaço restrito no qual decorre a história, a realização de John McTiernan e a maneira como Willis se integra na perfeição na pele de "action hero" (tudo poderia ser tragicamente diferente se o Arnaldo tivesse sido John McClane, como estava previsto inicialmente - já imaginaram o "Governator", o antecessor do Calhau, a encher o edifício com o seu sotaque austríaco?) asseguraram o sucesso de crítica e bilheteira. "Assalto ao Aeroporto" (1990), de Renny Harlin, não é tão inteligente ou cativante, mas diverte. A seguir (ou seja, em 1995), voltou McTiernan para rodar "Die Hard - a Vingança" (que parte do primeiro filme mas, sabe-se lá porquê, ignora completamente o segundo), que considero o mais fraco. Não por causa da parceria entre Willis e Samuel L. Jackson (que, como se voltaria a ver em "O Protegido", resulta muito bem), mas pelo facto de, com tantos cenários, situações e luz natural, se perder o efeito dos primeiros "Die Hard". A história também não é nenhum prodígio.
Bem, que regresse então McClane e nos salve, aos tiros, de mais um grupo de terroristas (actualmente, é necessário tratar esse tema com muita moderação e sensibilidade).
Um sucesso de crítica
Seguindo o exemplo da distribuidora Atalanta Filmes, passamos a apresentar todas as críticas escritas acerca dos nossos produtos (neste caso, os “posts”). Se não lerem aqui críticas negativas, é porque elas não existem. Se existissem, eu divulgá-las-ia. Juro.
Assim, aqui está uma citação do artigo de Cátia C. Simões a respeito dos blogues em português sobre a 7ª Arte publicado no “site” c7nema em 14 de Outubro:
"Um blog bastante interessante e com uma perspectiva muito própria sobre os filmes é o Pipoca Rasca, onde são feitos comentários satíricos e muito inteligentes aos filmes e até mesmo às reacções do público. Não se limita a críticas, os artigos de opinião são uma presença assídua que enriquecem o blog."
Mais à frente, a autora do texto afirma que o Pipoca Rasca e o Punch-Drunk Movies (o espaço de Duarte Oliveira do qual já aqui se falou) “são dois dos blogs nacionais que realmente valem a pena”. A comunicação social rende-se aos nossos encantos. Uma vez que, ao contrário de alguns cineastas portugueses, preocupamo-nos em chegar ao maior número de pessoas possível, esperamos que o público seja atraído em força...
Assim, aqui está uma citação do artigo de Cátia C. Simões a respeito dos blogues em português sobre a 7ª Arte publicado no “site” c7nema em 14 de Outubro:
"Um blog bastante interessante e com uma perspectiva muito própria sobre os filmes é o Pipoca Rasca, onde são feitos comentários satíricos e muito inteligentes aos filmes e até mesmo às reacções do público. Não se limita a críticas, os artigos de opinião são uma presença assídua que enriquecem o blog."
Mais à frente, a autora do texto afirma que o Pipoca Rasca e o Punch-Drunk Movies (o espaço de Duarte Oliveira do qual já aqui se falou) “são dois dos blogs nacionais que realmente valem a pena”. A comunicação social rende-se aos nossos encantos. Uma vez que, ao contrário de alguns cineastas portugueses, preocupamo-nos em chegar ao maior número de pessoas possível, esperamos que o público seja atraído em força...
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