segunda-feira, maio 05, 2008
Reportagem 2
domingo, maio 04, 2008
Titânio
A série de adaptações de banda desenhada deste ano inicia-se com uma obra despretensiosa sobre um herói “pacifista” que baseia as suas capacidades nos avanços tecnológicos.
Não sabia nada sobre o Homem de Ferro antes de ver o filme, o que vem realçar a consistência da apresentação da origem da personagem, que ocupa o tempo necessário antes de passar às aventuras propriamente ditas. Favreau não inova muito e cai no risco do facilitismo, sobretudo na luta do clímax. No entanto, evita a queda no disparate, tal como escapa a um excessivo dramatismo psicológico.
Robert Downey Jr. é o grande trunfo da fita, assumindo na perfeição a pele de Tony Stark. Os restantes actores, nomeadamente Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow, entram também muito bem nos seus papéis, favorecendo o funcionamento do projecto, servido, é claro, por efeitos visuais de elevado calibre.
A primeira produção da Marvel não vem acrescentar muito ao género dos filmes de super-heróis, mas cumpre plenamente os mínimos exigíveis.
A melhor cena: Obadilah surpreende Pepper.
A pior cena: A reportagem no Afeganistão.
Nota: 6/10.
quinta-feira, abril 24, 2008
Êxito
“"Fátima Milagrosa” passou trinta vezes consecutivas na tela do Rivoli, sempre com enchentes.
Depois passou para o Águia de Ouro, obtendo o mesmo sucesso.
É o que se chama um autêntico “record”, inédito, e o que demonstra bem quanto o público portuense sabe já apreciar o que é nosso e reconhecer o esforço dos que querem que, em Portugal, haja uma indústria desenvolvida.
Isto consola. Satisfaz. Enche-se-nos a alma de satisfação ao ver como o nosso público já vai apreciando as nossas obras. E nele é que está a maior esperança do incremento da indústria nacional.”
segunda-feira, abril 21, 2008
Caos
Recuando vinte anos, este filme expõe uma Nova Iorque mergulhada numa guerra entre a polícia e traficantes de droga da máfia russa, com um gerente de discoteca na fronteira entre os dois lados a ter de fazer uma escolha.
Partindo bem ao expor a divisão de Bobby entre dois mundos diferentes e os dilemas de lealdade ou conveniência pessoal que se lhe colocam, o argumento de Gray evolui cedo demais para uma história de vingança que contribui para banalizar um pouco o projecto, até porque a realização não atinge o brilhantismo, parecendo por vezes pretensiosa no seu dramatismo.
A longa-metragem é dominada pela interpretação particularmente forte de Joaquin Phoenix, bem acompanhado por Robert Duvall e nem tanto por Mark Whalberg e Eva Mendes, a um nível razoável. Tudo parece concentrar-se na personagem central, numa opção algo arriscada e que acaba por não ser totalmente satisfatória.
Embora demonstre competência e até sensibilidade, Gray está longe de ter criado a obra-prima de que os autores do Claquete falam.
A melhor cena: Albert fala com Bobby na igreja.
A pior cena: Bobby discute com Amada.
Nota: 6/10.
segunda-feira, abril 14, 2008
Reportagem
quinta-feira, abril 10, 2008
Tugas
1. “O Crime do Padre Amaro”
2. “Filme da Treta”
3. “Call Girl”
4. “Corrupção”
5. “Sorte Nula”
6. “Balas & Bolinhos: O Regresso”
7. “O Sonho de uma Noite de São João”
8. “Alice”
9. “Fados”
10. “O Mistério da Estrada de Sintra”
Muito separa os mais de 380 mil bilhetes vendidos pelo primeiro classificado dos 29 mil do décimo. Os primeiros quatro títulos da lista constituem os verdadeiros sucessos, na medida em que competem de igual para igual com a produção importada e valem por si mesmos a nível comercial, possuindo uma distribuição excepcionalmente abrangente. Abaixo da marca dos 200 (e dos 100) mil espectadores, “Sorte Nula” e “Balas & Bolinhos” representam êxitos médios e um pouco inesperados. Os restantes sobressaem apenas no conjunto da produção nacional, sendo de destacar a presença de um documentário e um filme de animação, géneros relativamente raros por cá.
quarta-feira, abril 09, 2008
Fragmento
"Animatógrafos - Preferidos pelo público: Chiado Terrasse, Salão da Trindade, Salão Foz e Salão Central"
domingo, abril 06, 2008
Políticas
O último filme de Redford faz parte de um conjunto de obras surgidas no ano passado visando retratar o estado actual da “guerra contra o terrorismo” e todas as suas implicações na América e na forma como esta se encara. Embora assuma uma perspectiva nitidamente “liberal”, o cineasta evita cair na condenação fácil ou em simplificações abusivas.
O aspecto mais valioso da (pouco) longa-metragem acaba por ser o estímulo feito pelo actor/realizador à participação cívica e a um esforço de politização que impeça a letargia de uma população potencialmente manobrável. A personagem de Tom Cruise (que ainda consegue fugir ao rótulo de estrela doida) representa uma “direita” que pode justificar decisões erradas com as melhores intenções.
È pena que, a nível cinematográfico, a obra não ultrapasse o nível do razoável, com um esquema relativamente simples que fraqueja sobretudo nas cenas militares. O trio de protagonistas não resulta de forma especialmente eficaz (nesse aspecto, já se viu melhor em “Jogos de Poder”), tal como a definição das várias personagens.
Apelando à reflexão de cada espectador e tratando as questões políticas de forma séria mas acessível, “Peões em Jogo” peca apenas por não ser particularmente ousado quer na forma quer no conteúdo.
A melhor cena: Janine recusa noticiar a nova estratégia.
A pior cena: Arian e Ernest fazem a sua comunicação.
Nota: 6/10.
segunda-feira, março 31, 2008
Rádio
sexta-feira, março 21, 2008
Portar mal
Escrito e realizado por um cineasta que chamou a atenção em festivais dos anos 90 mas tem assinado obras comerciais sem grande relevo, este filme baseado em factos reais retrata o universo de jovens criminosos que procuram viver sempre em festa mas cujo futuro é alterado por uma série de eventos inesperada.
O elenco do filme é geralmente sólido, quer pelas breves mas marcantes participações de Bruce Willis e Sharon Stone quer pelos actores mais novos, como Emile Hirsch, Ben Foster ou Anton Yelchin (e, porque não, Justin Timberlake), que têm aqui prestações de bom nível.
O esquema do argumento é eficaz, contando a história sem falhas de ritmo, embora a profusão de personagens dificulte o seu desenvolvimento. A realização atinge uma qualidade razoável, excepto ao utilizar, sem benefícios visíveis, o ecrã fragmentado. As variações de tom, oscilando entre uma certa leveza (a bizarria da situação de rapto e as explosões nervosas de alguns dos intervenientes chegam a provocar o riso) e o desenlace final, abalam um pouco a coesão deste “drama urbano” que não chega a ser bem o que pretende.
A longa-metragem de Cassavetes não se afunda nem vai muito longe, resultando num produto interessante sem ser viciante.
A melhor cena: Jake atende a chamada de Johnny.
A pior cena: Jake provoca estragos na casa de Johnny.
Nota: 6/10.
segunda-feira, março 17, 2008
Reprodução
Esta produção anglo-americana aborda as intrigas na corte de Henrique VIII focando a rivalidade entre duas irmãs usadas para promover os interesses da sua família junto do monarca que viria a romper com a autoridade do Papado.
Proveniente da televisão britânica, Chadwick parece mover-se com dificuldade no cinema, recorrendo a soluções demasiado óbvias. A fotografia escura da longa-metragem acaba por se tornar excessiva, não sendo devidamente acompanhada por uma história que, embora tome liberdades ficcionais aceitáveis, parece demasiado apressada em contar vários aspectos da vida de Ana Bolena e da sua época.
Concretizando o sonho de muitos “vintões” ao reunir Natalie Portman e Scarlett Johansson, como Ana e Maria Bolena, respectivamente (com a doçura de Johansson, poderia ser ao contrário?), sem que as duas actrizes ultrapassem o seu nível habitual. Eric Bana encarna um Henrique VIII demasiado primário, acabando por ser irrelevante, enquanto as restantes personagens, como o duque de Norfolk, limitam-se a esboços.
Sem ser inteiramente bom nem inteiramente mau, o filme de Chadwick relembra (embora de forma algo superficial) um dos períodos mais célebres da história inglesa não acrescentando muito ao já feito sobre o assunto.
A melhor cena: Ana reencontra Maria após o exílio.
A pior cena: A execução de George.
Nota: 5/10.
domingo, março 09, 2008
Bonecos
O maior perdedor das categorias técnicas dos Óscares deste ano surgiu quando Spielberg disponibilizou a um realizador de “blockbusters” sem grande mérito artístico meios para criar um festival de adrenalina supostamente apelativo para os espectadores jovens e para os fãs da série de animação originada pelos bonecos da Hasbro.
Mais que por espectáculo, grande parte da fita é preenchida por humor sem graça que não vai além da burrice das personagens. Quando Bay resolve introduzir um pouco de sentimento, o resultado é muito forçado e supérfluo.
O falhanço no desenvolvimento das personalidades dos robôs (bem mais interessantes que os humanos) acentua o distanciamento em relação à acção e retira uma certa alma aos combates finais, visualmente ricos mas onde os efeitos visuais se esgotam em si mesmos.
Para além dos avanços tecnológicos, o filme serve para celebrizar Shia LaBoeuf e Megan Fox (por motivos diferentes, diga-se). Para lá disso, faz pensar que produzir uma longa-metragem de animação poderia ter sido uma ideia melhor.
A melhor cena: O Cubo é reduzido.
A pior cena: Mikaela faz Simmons despir-se.
Nota: 4/10.
domingo, março 02, 2008
Gualter
Os realizadores de “American Splendor” regressam com a adaptação para o cinema de um “best-seller” que satiriza a vida da elite nova-iorquina a partir do olhar de uma jovem de origem socialmente inferior que testemunha as bizarrias de uma família de Manhattan.
A longa-metragem assenta em grande parte na personagem de Scarlett Johansson, que parece adequar-se bem ao papel mas acaba por deixar saudades de quando a víamos longe de Nova Iorque. O trabalho dos outros actores também não é particularmente cativante, com Laura Linney a um nível razoável e Paul Giamatti a fazer pouco mais que uma voz engraçada.
A indefinição de género prejudica muito o filme, que começa num tom de crítica social mais ou menos corrosiva, vindo a levar-se a sério e a conhecer uma deriva dramática que nunca convence (as relações da “nanny” com a mãe ou com o interesse amoroso são mal exploradas), tal como uma realização surpreendentemente desinteressante. O final acaba por surgir de forma insatisfatória, com um tom moralista despropositado.
Berman e Pulcini cometem um grande deslize com uma fita ineficaz quer no riso quer no coração e demasiado fraca para aspirar a ser mais que um dos muitos episódios da carreira de Johansson.
A melhor cena: Annie voa sobre o Central Park.
A pior cena: A Sra. X no quarto de Annie.
Nota: 4/10.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Óleo
É de louvar a atitude dos responsáveis por este filme de acção ao abordar uma área do globo particularmente sensível (a Arábia Saudita) e explicar claramente a sua importância a nível económico e geopolítico. O que se faz do episódio da guerra ao terrorismo que é mostrado acaba, no entanto, por não servir de muito.
Berg exagera no número de planos e no movimento da câmara, mesmo nas cenas mais calmas, dificultando o visionamento da fita. As cenas de combate, que surgem já um pouco tardiamente, revelam uma boa produção mas não são muito diferentes do que já se tenha visto.
Embora se recorra a bons actores (Jamie Foxx, Chris Cooper, Jennifer Garner), nunca lhes é dado espaço para brilhar, com os diálogos entre os agentes do FBI a revelarem-se demasiado fracos. Da mesma forma, os momentos mais emocionais do filme, nomeadamente o final, são pouco convincentes devido à debilidade das relações entre as personagens, dando a impressão de se procurar atingir uma profundidade que não se consegue alcançar.
Interessante apenas pelo contexto em que se situa, “O Reino” não obtém o valor cinematográfico necessário para se destacar ou simplesmente para ser aquilo que pretende.
A melhor cena: O genérico inicial.
A pior cena: Ronnie fala com o filho de Faris.
Nota: 5/10.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Memorando
A estreia na realização de Gilroy constitui um “thriller” com “consciência social” que procura destacar a permanência dos valores morais no meio de uma poderosa teia de interesses, evitando limitar-se à luta de um indivíduo contra uma empresa grande e má.
Como cabeça de cartaz, George Clooney tem um dos papéis da sua vida, dando a espessura certa à personagem do título. No entanto, parte importante da eficácia do filme deve-se ao trabalho de Tom Wilkinson, Tilda Swinton (fantástica quer nos ensaios quer no choque final) e dos restantes actores.
O desenvolvimento e tentativa de compreensão das motivações das personagens (mesmo os assassinos são mostrados mais como pessoas que como entidades maléficas) são excepcionais. Gilroy combina um argumento com todas as partes bem unidas e uma realização que, embora exagere um bocado na atenção aos objectos, consegue (juntamente com a fotografia) um aspecto visual bem conseguido e um ritmo mantendo a velocidade certa.
Considerado sem grandes hipóteses de sucesso na cerimónia dos Óscares, devido à forte concorrência, “Michael Clayton” não deixa de ocupar um lugar importante na produção americana recente, aliando a sua crítica dos interesses das corporações a uma solidez de construção quase inabalável.
A melhor cena: Arthur conta a Michael a sua tomada de consciência.
A pior cena: Karen e Michael encontram-se pela primeira vez.
Nota: 8/10.
domingo, fevereiro 17, 2008
There will be no OSCARS!
Sou há muito uma daquelas pessoas que não tem dúvidas em afirmar que P.T. Anderson é o melhor cineasta americano em actividade. É um rapaz novo e precoce, fez o genial Magnólia com menos de 30 anos e palavras para quê?
Um puro talento, um génio.
E de onde surge o interesse de PTA em Oil! de Upon Sinclair?
Bem, no Mundo actual, existem duas entidades que para o bem e para o mal, o fazem girar: o petróleo e a religião.
Não existe inocência.
Com interesse no tema e com a forma perfeita como os aborda cria, com Daniel Day-Lewis, um filme a todos os níveis notável e que consegue retratar a sociedade americana na perfeição.
Sim!
Não me resta qualquer dúvida, que os americanos estão exactamente iguais aos de 1900-1920 e que Anderson deixa isso para a nossa análise, sobretudo depois de assistirmos ao magnífico final, em que os diálogos estão tão brilhantemente escritos como interpretados, não deixando espaço para respirarmos, nem para desviar o olhar.
Para aqueles que não apreciam a filmografia de PTA, este é possivelmente o filme mais fácil de se gostar. É um falso épico igual a tantos outros, com uma mensagem, uma segunda camada tão actual, tão súbtil e tão genialmente transmitida por Plainview.
Quando a cinema, que me recorda este filme?
Bem, lembrar-me-ia de "O Mundo a seus pés", "O Gigante" e fundamentalmente o filme de Huston, o "Tesouro da Sierra Madre".
No entanto, Daniel Day-Lewis não é nenhum Bogart e consegue transformar este filme em mais que uma tentativa de chegar a um mestre. O filme é ele sim, o melhor filme americano que vi depois de Magnólia e tal como o filme de Huston uma verdadeira obra-prima.
E quanto a Óscares?
Fiquei sem qualquer dúvida.
Este filme vai passar ao lado da grande noite de Hollywood, Day-Lewis vai levar para casa o seu mais que merecido Óscar e PTA irá levar o Óscar de melhor argumento adaptado (será?).
Nada mais. O diálogo final mexe tanto com o interior e a consciência americana que um "melhor filme" seria um acontecimento.
Classificação: 20(0-20)
Imobiliário
Ben Affleck e Gwyneth Paltrow formam o par protagonista de um drama romântico que aborda o encontro entre uma viúva e o homem inadvertidamente responsável pelo desaparecimento do seu marido num desastre de aviação.
Todo o filme berra “nada de especial”, nunca passando da mediania. Para isso contribui mais um dos desempenhos fracos de Affleck, com alguma química com a sempre agradável Paltrow mas muito débil quando está sozinho. Os actores secundários têm uma participação reduzida.
Apostando tudo no casal, Roos acaba por apresentar um argumento bastante previsível e uma realização sem chama, não transmitindo adequadamente nem sofrimento nem romance. Toda a evolução do relacionamento é frouxa e falha de imaginação.
Sem surpreender ao nível do que oferece, “Bounce” parece obedecer demasiado a uma fórmula previamente concebida para ser levado a sério. Trata-se de um filme feito sobretudo para os fãs dos actores que encabeçam o elenco.
A melhor cena: Abby diz a Buddy que é viúva.
A pior cena: Buddy no tribunal.
Nota: 4/10.
domingo, fevereiro 10, 2008
Violência
Stallone faz regressar o icónico Rambo arriscando mostrar acção à moda antiga, com sangue, tripas e cadáveres em grande quantidade. Apesar do estilo agressivo, verifica-se uma preocupação em evitar as quedas no ridículo das sequelas anteriores.
Embora não tenha aptidão para momentos mais intimistas, a realização consegue manter constante a intensidade das cenas de acção, quer no resgate quer na batalha final. Para lá da denúncia das atrocidades do exército birmanês, a viagem rio acima serve para fornecer ao herói a redenção possível.
Os fantasmas de Rambo, que constituem a mais-valia da personagem, acabam por parecer insuficientemente explorados. Outro traço habitual da série é a falta de inteligência dos inimigos do guerreiro (que não chegam a explicar porque mantêm os americanos prisioneiros). As falhas não impedem a fita de resultar bem como todo e apresentar aquilo em que Rambo/Stallone é melhor.
Como o próprio Stallone admite, filmes como este não fazem muito sentido no século XXI. No entanto, os fãs do género não ficarão desiludidos.
A melhor cena: Rambo liberta Sarah.
A pior cena: Rambo e Sarah conversam debaixo de chuva.
Nota: 5/10.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Vídeo
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Polícia
Exibido na SIC Radical, este filme possui um aspecto artesanal (destacando-se uma por vezes difícil coordenação de som e imagem), que procura compensar através do dinamismo da realização e da montagem. Marcantonio del Carlo leva a cabo uma interpretação saborosa do “vilão” (?) da curta-metragem, com os restantes actores a um nível regular. Se Alexandre Borges (o crítico da “Atlântico”) não gostou da abundância de palavrões em “Call Girl”, de António-Pedro Vasconcelos (que também efectua um “cameo” em “A Lei dos Outros”), deve ter ficado aterrado com os diálogos de Carvalho. No entanto, o registo verbal das personagens é o mais adequado ao ambiente que se pretende atingir. O argumento acaba por encontrar o ritmo certo, além de desenvolver correctamente o desvendar do passado realizado simultaneamente por uma das personagens e pelo espectador. No conjunto, trata-se de uma produção competente, dando a conhecer um cineasta com largas possibilidades de evolução.
Nota: 6/10.