sexta-feira, julho 11, 2008

A meio

Estes foram os dez filmes com mais espectadores nos cinemas de Portugal entre 1 de Janeiro e 9 de Julho deste ano:

1. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
2. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
3. “Expiação”
4. “Eu Sou a Lenda”
5. “Horton e o Mundo dos Quem”
6. “10 000 AC”
7. “O Sexo e a Cidade”
8. “Nunca É Tarde Demais”
9. “Homem de Ferro”
10. “Loucuras em Las Vegas”
Com o líder esperado e a curiosidade da existência de dois filmes europeus no pódio do ICA, a lista é relativamente heterogénea mas não muito surpreendente. O representante do cinema de animação será provavelmente substituído em breve por “O Panda do Kung Fu”. Mais para baixo, destaca-se o êxito de António-Pedro Vasconcelos (e Soraia Chaves), com “Call Girl” a alcançar o 11.º lugar. O grande vencedor dos Óscares, “Este País não É para Velhos”, fica na décima quarta posição, enquanto “Uns Espartanos do Pior”, de Seltzer e Friedberg, ocupa confortavelmente o lugar 37.

segunda-feira, julho 07, 2008

Sem parar

“No Vale de Elah”, de Paul Haggis

O último filme escrito e realizado por Haggis passou relativamente despercebido, tendo em conta que o galardão que o cineasta obteve com “Colisão”. Ao contrário deste, aposta menos no conjunto que no trabalho dos actores, em especial Tommy Lee Jones e Charlize Theron.

A contenção de Jones, somada à dignidade mantida pela sua personagem, dá origem a uma interpretação de grande nível, elevando novamente a cotação do actor. Quanto a Theron, a verdade é que por vezes parece desnecessária, sendo pouco credíveis as suas manifestações de sentimentos. Por seu turno, Susan Sarandon deveria ter sido melhor explorada.

Acompanhando a investigação acerca do destino de um soldado, a obra acaba por conduzir-nos ao impacto da guerra iraquiana nos militares que a fazem e na retaguarda, lembrando que a razão é uma das vítimas de qualquer conflito. Sem perder arrojo na realização, Haggis sabe expor a situação de modo a evitar cair na facilidade (o corte de uma cena existente no DVD que aborda o problema dos mutilados pode ser um sinal desse cuidado).

Ficando aquém do valor de “Colisão” (sem falar dos filmes de Clint Eastwood que Haggis escreveu), “No Vale de Elah” é convincente na sua perspectiva acerca dos males de uma América cuja inocência se perde irremediavelmente.
A melhor cena: Hank e Joan no corredor.
A pior cena: Emily reencontra a “mulher do cão”.

Nota: 7/10.

sábado, junho 28, 2008

Autores

Está marcada para o final de Agosto a estreia no mercado americano de “Disaster Movie”, uma nova comédia enquadrada no género “spoof” que parte da ridicularização de cenas e personagens de filmes dos últimos anos. A campanha publicitária é acompanhada por expectativas baixas, tendo em conta o depauperamento que a fórmula tem conhecido. No entanto, não tem sido realçado que “Disaster Movie” constitui a solidificação do estatuto de autores dos dois argumentistas-realizadores, Aaron Seltzer e Jason Friedberg.

Trata-se da quarta longa-metragem (em quatro anos) nascida da colaboração entre os dois cineastas, que antes produziu as obras “Date Movie”, “Epic Movie” e “Uns Espartanos do Pior”. O fenómeno possui traços curiosos, na medida em que aparentemente todos detestam os filmes de Seltzer e Friedberg, mas as fitas alcançam os lugares cimeiros do “top” americano (mesmo em Portugal verificam-se resultados relativamente interessantes, com “Uns Espartanos do Pior” a ultrapassar os 60 mil espectadores) e, apesar do asco da crítica, continua a fluir dinheiro para financiar a concretização das ideias dos dois realizadores com Carmen Electra como actriz-fétiche.

Observando o conteúdo comum aos vários filmes já estreados, verifica-se que Seltzer e Friedberg possuem características dignas de culto pela sua mestria no domínio da comédia sem piada. A debilidade técnica e artística, a falta de bons actores, o tom grosseiro da grande maioria dos “gags” e a incapacidade única de concretizar decentemente uma ideia conduzem a resultados que roçam o inacreditável. Ao mesmo tempo, as sátiras servem de barómetro da cultura “pop” americana, na medida em que as vedetas da música e da televisão não escapam à mescla de elementos desconexos elaborada pela dupla de cineastas.

Contrariamente ao que por vezes se afirma, um estilo tão próprio e a ânsia de quebrar novos limites (ao nível do mau gosto) detêm o direito de passar pelos cinemas. Só resta esperar que “Disaster Movie” chegue às salas portuguesas para podermos desfrutar de momentos inesquecíveis da história das imagens em movimento.

domingo, junho 22, 2008

Forçado

“Detenção Secreta”, de Gavin Hood, é um exemplo de uma intenção louvável com uma concretização infeliz. O objectivo é o de denunciar o absurdo e a crueldade do tratamento dado aos prisioneiros alegadamente ligados ao terrorismo, mas resulta tudo de forma tão primária ao nível da história e das personagens que chega a ser confrangedor. Ainda por cima assiste-se a más interpretações de actores tão insuspeitos como Jake Gyllenhall e Reese Witherspoon.

quinta-feira, junho 19, 2008

Forcas

“O Acontecimento”, de M. Night Shyamalan

Após o polémico “A Senhora da Água”, o cineasta indiano procura voltar ao “normal”, filmando uma história simples e rápida de contar. O último filme de Shyamalan tem várias parecenças com “Sinais”, mas distingue-se deste o suficiente para não ser acusado de falta de originalidade.

O medo é o protagonista de uma obra em que se observa a habitual mestria do realizador em difundir nas personagens e no espectador o receio de uma ameaça que pode estar em todo o lado. Ao contrário do que um dos cartazes do filme dá a entender, a maior parte da história passa-se no campo e elementos aparentemente inofensivos tornam-se perigosos devido a um “acontecimento” cuja explicação não é o mais importante.

O essencial reside novamente no comportamento de uma “família” com problemas perante circunstâncias extraordinárias. Sem serem fantásticos, Mark Wahlberg e Zooey Deschanel adequam-se bem aos seus papéis e garantem o funcionamento da película, temperada com momentos de humor mais ou menos conseguidos.

Pela sua simplicidade, “O Acontecimento” pode desagradar aos fãs mais entusiastas de Shyamalan, mas confirma o talento deste como criador de situações irreais que se assemelham a sonhos, preservando uma inquietante credibilidade.
A melhor cena: A queda dos operários.
A pior cena: Josh e Jared interrogam Elliott sobre a relação deste.

Nota: 7/10.

terça-feira, junho 17, 2008

28

“Stadium”, 20-04-1932:

“Recebemos da direcção do Sport Lisboa e Benfica um amável convite, que agradecemos, para assistirmos, no Cinema Condes, à projecção da esplêndida película realizada por ocasião das festas do aniversário do clube das Amoreiras.
Indiscutivelmente, trata-se de uma documentação imponente, tão boa como as melhores sob o ponto de vista da propaganda. Se toda Lisboa a apreciasse, dar-se-ia um enorme passo para mais, ainda, no nascente prestígio, entre nós, da causa da Educação Física.”

quinta-feira, junho 12, 2008

Fado

“A Bola” (direcção de Tavares da Silva), 15-05-1933:

“O galã do filme de Cotinelli Telmo “A Canção de Lisboa” é interpretado pelo distinto atleta e cineasta portuense Manuel de Oliveira.
Ainda não se sabe quem vai interpretar o papel de “vedeta” feminina do filme.
O director da produção de “A Canção de Lisboa” é o nosso querido amigo e distinto “sportsman” João Ortigão Ramos.”

“A Bola”, 24-07-1933:

“As filmagens da “Canção de Lisboa” devem terminar no dia 10 de Setembro.
Brevemente devem ser filmadas algumas cenas no Rossio, que serão oportunamente anunciadas ao público de Lisboa.
Todos os que têm assistido à exibição dos planos filmados da “Canção de Lisboa” elogiam unanimemente o trabalho de Vasco Santana e Beatriz Costa, o grande par do cinema português.”

domingo, junho 08, 2008

Jun(h)o

Muitos “olés” para Ellen Page, Diablo Cody e Jason Reitman. Quanto á comparação com “Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos”, acaba por ser bastante subjectiva. Pessoalmente, prefiro a transbordante doçura de “Juno”, comovente sem ser lamechas. A personagem de Michael Cera é um dos pontos fulcrais do filme e contribui para a nossa identificação, mas não acho que tenha sido descuidada pelo argumento, surgindo apenas quando é necessária.

terça-feira, junho 03, 2008

Grátis

Programa de uma das sessões de “cinema gratuito” oferecidas pelo jornal portuense “Sporting” aos seus leitores em 1931, com filmes fornecidos pelo distribuidor Castello Lopes:

“Terça-feira, 31, às 21 ¼
No Palácio de Cristal

1 – Documentário Português
2 a 3 – Bibi entre selvagens – Cómica.

Intervalo

4 a 9 – “Malacara cavalo selvagem”
Admirável trabalho de Tom Mix.

Intervalo

10 a 15 – “Morte Cansada”
Super-produção de Fritz Lang com os conhecidos artistas: Lile Dagobert e Benny Gestz.

Concerto por um reprodutor “Radio-Gramofone”, aparelho double, da excelente marca alemã “Owin-Radio”.”

domingo, junho 01, 2008

Esperar

“Amor e Outros Desastres”, de Alek Keshishian

Embora com uma história “londrina”, este é um filme internacional, com Luc Besson e David Fincher a figurarem como produtores executivos e duas estrelas de Hollywood a realizarem “cameos”. A americana Brittany Murphy encabeça um elenco britânico (incluindo vedetas da “britcom” como Dawn French e Catherine Tate), numa comédia romântica que procura reflectir sobre a correspondência entre o amor no cinema e na vida real.

Murphy tem uma boa presença e actua sem grande mácula, mas depressa se percebe que a personagem de Matthew Rhys é mais interessante que a protagonista (os restantes actores, reunidos no final, esboçam figuras demasiado básicas). A história desta desenvolve-se com base num equívoco óbvio que acaba por divertir pelo seu arrastamento.

Tentando distanciar-se dos clichés e truques narrativos do género, a longa-metragem acaba por nunca ficar longe deles, tornando-se o esforço satírico algo frívolo. A graça de algumas situações não é ajudada por uma realização que parece mais própria da comédia televisiva.

Fugindo ao disparate, “Amor e Outros Desastres” não vem acrescentar muito a outras histórias britânicas (a não ser talvez uma maior exploração da perspectiva homossexual), deixando-nos sem conclusões (?) sobre o funcionamento das relações.
A melhor cena: Peter apresenta o argumento ao produtor.
A pior cena: O casamento não se realiza.

Nota: 5/10.

quinta-feira, maio 29, 2008

Recorde?

"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", de Steven Spielberg, ultrapassou os 245 mil espectadores na primeira semana de exibição em Portugal.
A partir daqui, é sempre a descer.

sexta-feira, maio 23, 2008

Foi

“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, de Steven Spielberg

É difícil encontrar um paralelo em termos de antecipação e expectativa relativamente a um filme nos últimos anos, a não ser as últimas longas-metragens realizadas por George Lucas. Por isso mesmo, era difícil corresponder à ânsia dos fãs e alcançar o nível de qualidade e magnetismo das aventuras dos anos 80.

O grande trunfo do novo capítulo é precisamente a personagem principal, interpretada com a segurança do costume por Harrison Ford, tanto mais que nenhuma das novidades convence plenamente. Cate Blanchett é divertida, mas não passa disso, a personagem de Shia LaBoeuf não obtém a interacção necessária com o protagonista, a reunião familiar, embora “linda”, roça o meloso, e a parte onde predominam os efeitos especiais não tem o impacto pretendido.

Claro que nos são apresentadas paisagens exóticas, doses maciças de aventura e perseguições com um ritmo imparável que agarram o espectador. No entanto, falta sempre algo de especial que nunca aparece (como diálogos verdadeiramente engraçados).

É um pouco demais dizer que não valeu a pena fazer um quarto filme, quanto mais não seja para ficarmos a conhecer o que aconteceu ao arqueólogo nos anos seguintes à cruzada, mas claramente Lucas e Spielberg não conseguiram fazer reviver o mito.
A melhor cena: A explosão nuclear.
A pior cena: Indy reencontra Marion.

Nota: 6/10.

terça-feira, maio 20, 2008

Riscos

Para além de relembrar uma questão acerca da série Indiana Jones (mais Lucas ou mais Spielberg?), este texto de João Pedro Jorge vem contrariar as expectativas mais elevadas. No entanto, não é caso para espalhar o pânico, tendo em conta os sinais vindos de Cannes e as opiniões frequentemente bizarras dos críticos do Claquete.

quinta-feira, maio 15, 2008

Reportagem 3

“O Sport de Lisboa”, 15-09-1923:

“O film do encontro Portugal-Espanha efectuado em Lisboa no ano findo está sendo passado no Rio de Janeiro com grande sucesso.
Os diversos quadros em que está dividido o film são réclamados (sic) com títulos como estes:
Carlos Guimarães, o estupendo “keeper” português – Ricardo Zamora, o fenomenal arqueiro espanhol – Os formidáveis ataques portugueses e as defesas dos “backs” espanhóis – Aspectos das arquibancadas, repletas de um povo delirante (…) – O “goal” dos espanhóis – Guimarães parece feito de molas!”

domingo, maio 11, 2008

Doença

“Sicko”, de Michael Moore

Após o frenesim mediático em redor do seu filme de 2004, gerou-se uma acentuada curiosidade acerca do novo projecto de Michael Moore, que procura agora atingir as empresas seguradoras e farmacêuticas e defender a criação de um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito nos EUA.

Revelando situações obscenas criadas pela falta de apoio social aos doentes no país, o documentário introduz um humor corrosivo resultante da exposição do que é incrivelmente real e propõe soluções e mentalidades alternativas à condenação fácil da socialização da medicina.

Surgem novamente marcas polémicas do estilo de Moore, como a exploração do sofrimento dos entrevistados (embora o tema seja sensível por natureza) e a omissão de aspectos que possam contrariar a tese do realizador, como os problemas de sustentabilidade do “estado social” europeu ou a ditadura cubana. No entanto, verifica-se um certo esforço de contenção (Moore só aparece à frente da câmara após três quartos de hora de filme) e o cineasta confirma ser um mestre da provocação.

Sem a mordacidade de “Bowling for Columbine” mas mais credível que “Fahrenheit 9/11”, “Sicko” é um filme político que alcança plenamente o seu objectivo.
A melhor cena: Reagan alerta para o avanço do socialismo.
A pior cena: A mudança do casal.

Nota: 7/10.

segunda-feira, maio 05, 2008

Reportagem 2

Um outro exemplo da presença do futebol nas actualidades cinematográficas ocorreu no final de Dezembro de 1921, quando o cinema Condes exibiu as imagens captadas por Albert Durot nos jogos disputados em Lisboa no Natal desse ano pela equipa checoslovaca do Union de Praga, que derrotara o Casa Pia e o Sporting.

domingo, maio 04, 2008

Titânio

“Homem de Ferro”, de Jon Favreau

A série de adaptações de banda desenhada deste ano inicia-se com uma obra despretensiosa sobre um herói “pacifista” que baseia as suas capacidades nos avanços tecnológicos.

Não sabia nada sobre o Homem de Ferro antes de ver o filme, o que vem realçar a consistência da apresentação da origem da personagem, que ocupa o tempo necessário antes de passar às aventuras propriamente ditas. Favreau não inova muito e cai no risco do facilitismo, sobretudo na luta do clímax. No entanto, evita a queda no disparate, tal como escapa a um excessivo dramatismo psicológico.

Robert Downey Jr. é o grande trunfo da fita, assumindo na perfeição a pele de Tony Stark. Os restantes actores, nomeadamente Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow, entram também muito bem nos seus papéis, favorecendo o funcionamento do projecto, servido, é claro, por efeitos visuais de elevado calibre.

A primeira produção da Marvel não vem acrescentar muito ao género dos filmes de super-heróis, mas cumpre plenamente os mínimos exigíveis.
A melhor cena: Obadilah surpreende Pepper.
A pior cena: A reportagem no Afeganistão.

Nota: 6/10.

quinta-feira, abril 24, 2008

Êxito

J. Alves da Cunha, “Projecções”, in “Arte Muda”, n.º 2, 15-05-1928:

“"Fátima Milagrosa” passou trinta vezes consecutivas na tela do Rivoli, sempre com enchentes.
Depois passou para o Águia de Ouro, obtendo o mesmo sucesso.
É o que se chama um autêntico “record”, inédito, e o que demonstra bem quanto o público portuense sabe já apreciar o que é nosso e reconhecer o esforço dos que querem que, em Portugal, haja uma indústria desenvolvida.
Isto consola. Satisfaz. Enche-se-nos a alma de satisfação ao ver como o nosso público já vai apreciando as nossas obras. E nele é que está a maior esperança do incremento da indústria nacional.”

segunda-feira, abril 21, 2008

Caos

“Nós Controlamos a Noite”, de James Gray

Recuando vinte anos, este filme expõe uma Nova Iorque mergulhada numa guerra entre a polícia e traficantes de droga da máfia russa, com um gerente de discoteca na fronteira entre os dois lados a ter de fazer uma escolha.

Partindo bem ao expor a divisão de Bobby entre dois mundos diferentes e os dilemas de lealdade ou conveniência pessoal que se lhe colocam, o argumento de Gray evolui cedo demais para uma história de vingança que contribui para banalizar um pouco o projecto, até porque a realização não atinge o brilhantismo, parecendo por vezes pretensiosa no seu dramatismo.

A longa-metragem é dominada pela interpretação particularmente forte de Joaquin Phoenix, bem acompanhado por Robert Duvall e nem tanto por Mark Whalberg e Eva Mendes, a um nível razoável. Tudo parece concentrar-se na personagem central, numa opção algo arriscada e que acaba por não ser totalmente satisfatória.

Embora demonstre competência e até sensibilidade, Gray está longe de ter criado a obra-prima de que os autores do Claquete falam.
A melhor cena: Albert fala com Bobby na igreja.
A pior cena: Bobby discute com Amada.

Nota: 6/10.

segunda-feira, abril 14, 2008

Reportagem

O primeiro registo cinematográfico de um desafio de futebol em Portugal ocorreu em Maio de 1916, quando Sporting e Benfica jogaram no recém-inaugurado campo dos Recreios Desportivos da Amadora. As imagens captadas durante a partida foram exibidas poucos dias depois no Salão Rubi, na Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa (“O Sport de Lisboa”, 20-05-1916).