A ambiguidade moral do final de “Vista pela Última Vez…” é particularmente interessante, fazendo reflectir sobre o peso das decisões que tomamos. Quanto a Ben Affleck, sem deslumbrar, esforça-se por ficar conhecido para a posteridade como algo mais que o actor de “Duro Amor” e “Bounce – Um Acaso com Sentido”.
quarta-feira, julho 23, 2008
sábado, julho 19, 2008
Mão aberta
Já lá vão cinco anos de vida deste blogue. Cinco anos cheios de filmes e muito, muito mais. Permanece a vontade de continuar, com ou sem motivo. Agradeço ao Fernando, à Sara e a todos os que por aqui passam, mesmo por acidente.
terça-feira, julho 15, 2008
Antes da televisão
Nos anos 30, era comum, aquando dos jogos disputados pela selecção nacional de futebol, a produção de documentários sobre as partidas exibidos poucos dias depois destas nos cinemas de Lisboa e mais tarde noutros pontos, inclusive nas colónias. No caso do Portugal-Espanha (1-0) ocorrido no estádio das Salésias em 30 de Janeiro de 1938, a cobertura cinematográfica realizada pela produtora Lisboa Filme e exibida no São Luís, com comentários do seleccionador Cândido de Oliveira, revelou a validade de um golo a favor dos portugueses marcado pelo benfiquista Espírito Santo e anulado pelo árbitro por alegado fora-de-jogo (“Stadium”, 23-02-1938).
domingo, julho 13, 2008
Águia
“Hancock”, de Peter Berg
No meio da onda de filmes sobre super-heróis que percorre os cinemas, uma abordagem diferente da temática poderia passar pela paródia pura (como se fez em “Superhero Movie – Um Estrondo de Filme”, com resultados aparentemente infelizes), mas os produtores de “Hancock” preferiram apostar na criação de uma nova personagem politicamente incorrecta com um universo próprio.
No meio da onda de filmes sobre super-heróis que percorre os cinemas, uma abordagem diferente da temática poderia passar pela paródia pura (como se fez em “Superhero Movie – Um Estrondo de Filme”, com resultados aparentemente infelizes), mas os produtores de “Hancock” preferiram apostar na criação de uma nova personagem politicamente incorrecta com um universo próprio.
A escolha do realizador talvez não tenha sido a mais acertada, já que Berg chega a ser irritante com a tremedeira da câmara em cenas que não a justificam. No entanto, o resto do conjunto é suficientemente sólido, com Will Smith a demonstrar o à-vontade de todos os outros filmes e Charlize Theron a obter desta vez o resultado pretendido.
Partindo de uma interessante premissa cómica, a obra revela-se mais complexa do que parecia, acabando por combinar elementos de diferentes géneros à medida que se conhecem as origens do protagonista. O equilíbrio dos vários aspectos (acção, comédia, drama, efeitos especiais) é frágil e resulta num filme um pouco estranho, mas nunca se desfaz totalmente.
“Hancock” dá ao cinema um novo super-herói e, evitando o disparate, garante os objectivos de entretenimento, dentro de um patamar pouco elevado.
A melhor cena: Hancock parte o rolo da massa.
A pior cena: Red na prisão.
Nota: 6/10.
sexta-feira, julho 11, 2008
A meio
Estes foram os dez filmes com mais espectadores nos cinemas de Portugal entre 1 de Janeiro e 9 de Julho deste ano:
1. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
2. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
3. “Expiação”
4. “Eu Sou a Lenda”
5. “Horton e o Mundo dos Quem”
6. “10 000 AC”
7. “O Sexo e a Cidade”
8. “Nunca É Tarde Demais”
9. “Homem de Ferro”
10. “Loucuras em Las Vegas”
1. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
2. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
3. “Expiação”
4. “Eu Sou a Lenda”
5. “Horton e o Mundo dos Quem”
6. “10 000 AC”
7. “O Sexo e a Cidade”
8. “Nunca É Tarde Demais”
9. “Homem de Ferro”
10. “Loucuras em Las Vegas”
Com o líder esperado e a curiosidade da existência de dois filmes europeus no pódio do ICA, a lista é relativamente heterogénea mas não muito surpreendente. O representante do cinema de animação será provavelmente substituído em breve por “O Panda do Kung Fu”. Mais para baixo, destaca-se o êxito de António-Pedro Vasconcelos (e Soraia Chaves), com “Call Girl” a alcançar o 11.º lugar. O grande vencedor dos Óscares, “Este País não É para Velhos”, fica na décima quarta posição, enquanto “Uns Espartanos do Pior”, de Seltzer e Friedberg, ocupa confortavelmente o lugar 37.
segunda-feira, julho 07, 2008
Sem parar
“No Vale de Elah”, de Paul Haggis
O último filme escrito e realizado por Haggis passou relativamente despercebido, tendo em conta que o galardão que o cineasta obteve com “Colisão”. Ao contrário deste, aposta menos no conjunto que no trabalho dos actores, em especial Tommy Lee Jones e Charlize Theron.
O último filme escrito e realizado por Haggis passou relativamente despercebido, tendo em conta que o galardão que o cineasta obteve com “Colisão”. Ao contrário deste, aposta menos no conjunto que no trabalho dos actores, em especial Tommy Lee Jones e Charlize Theron.
A contenção de Jones, somada à dignidade mantida pela sua personagem, dá origem a uma interpretação de grande nível, elevando novamente a cotação do actor. Quanto a Theron, a verdade é que por vezes parece desnecessária, sendo pouco credíveis as suas manifestações de sentimentos. Por seu turno, Susan Sarandon deveria ter sido melhor explorada.
Acompanhando a investigação acerca do destino de um soldado, a obra acaba por conduzir-nos ao impacto da guerra iraquiana nos militares que a fazem e na retaguarda, lembrando que a razão é uma das vítimas de qualquer conflito. Sem perder arrojo na realização, Haggis sabe expor a situação de modo a evitar cair na facilidade (o corte de uma cena existente no DVD que aborda o problema dos mutilados pode ser um sinal desse cuidado).
Ficando aquém do valor de “Colisão” (sem falar dos filmes de Clint Eastwood que Haggis escreveu), “No Vale de Elah” é convincente na sua perspectiva acerca dos males de uma América cuja inocência se perde irremediavelmente.
A melhor cena: Hank e Joan no corredor.
A pior cena: Emily reencontra a “mulher do cão”.
Nota: 7/10.
sábado, junho 28, 2008
Autores
Está marcada para o final de Agosto a estreia no mercado americano de “Disaster Movie”, uma nova comédia enquadrada no género “spoof” que parte da ridicularização de cenas e personagens de filmes dos últimos anos. A campanha publicitária é acompanhada por expectativas baixas, tendo em conta o depauperamento que a fórmula tem conhecido. No entanto, não tem sido realçado que “Disaster Movie” constitui a solidificação do estatuto de autores dos dois argumentistas-realizadores, Aaron Seltzer e Jason Friedberg.
Trata-se da quarta longa-metragem (em quatro anos) nascida da colaboração entre os dois cineastas, que antes produziu as obras “Date Movie”, “Epic Movie” e “Uns Espartanos do Pior”. O fenómeno possui traços curiosos, na medida em que aparentemente todos detestam os filmes de Seltzer e Friedberg, mas as fitas alcançam os lugares cimeiros do “top” americano (mesmo em Portugal verificam-se resultados relativamente interessantes, com “Uns Espartanos do Pior” a ultrapassar os 60 mil espectadores) e, apesar do asco da crítica, continua a fluir dinheiro para financiar a concretização das ideias dos dois realizadores com Carmen Electra como actriz-fétiche.
Observando o conteúdo comum aos vários filmes já estreados, verifica-se que Seltzer e Friedberg possuem características dignas de culto pela sua mestria no domínio da comédia sem piada. A debilidade técnica e artística, a falta de bons actores, o tom grosseiro da grande maioria dos “gags” e a incapacidade única de concretizar decentemente uma ideia conduzem a resultados que roçam o inacreditável. Ao mesmo tempo, as sátiras servem de barómetro da cultura “pop” americana, na medida em que as vedetas da música e da televisão não escapam à mescla de elementos desconexos elaborada pela dupla de cineastas.
Contrariamente ao que por vezes se afirma, um estilo tão próprio e a ânsia de quebrar novos limites (ao nível do mau gosto) detêm o direito de passar pelos cinemas. Só resta esperar que “Disaster Movie” chegue às salas portuguesas para podermos desfrutar de momentos inesquecíveis da história das imagens em movimento.
domingo, junho 22, 2008
Forçado
“Detenção Secreta”, de Gavin Hood, é um exemplo de uma intenção louvável com uma concretização infeliz. O objectivo é o de denunciar o absurdo e a crueldade do tratamento dado aos prisioneiros alegadamente ligados ao terrorismo, mas resulta tudo de forma tão primária ao nível da história e das personagens que chega a ser confrangedor. Ainda por cima assiste-se a más interpretações de actores tão insuspeitos como Jake Gyllenhall e Reese Witherspoon.
quinta-feira, junho 19, 2008
Forcas
“O Acontecimento”, de M. Night Shyamalan
Após o polémico “A Senhora da Água”, o cineasta indiano procura voltar ao “normal”, filmando uma história simples e rápida de contar. O último filme de Shyamalan tem várias parecenças com “Sinais”, mas distingue-se deste o suficiente para não ser acusado de falta de originalidade.
Após o polémico “A Senhora da Água”, o cineasta indiano procura voltar ao “normal”, filmando uma história simples e rápida de contar. O último filme de Shyamalan tem várias parecenças com “Sinais”, mas distingue-se deste o suficiente para não ser acusado de falta de originalidade.
O medo é o protagonista de uma obra em que se observa a habitual mestria do realizador em difundir nas personagens e no espectador o receio de uma ameaça que pode estar em todo o lado. Ao contrário do que um dos cartazes do filme dá a entender, a maior parte da história passa-se no campo e elementos aparentemente inofensivos tornam-se perigosos devido a um “acontecimento” cuja explicação não é o mais importante.
O essencial reside novamente no comportamento de uma “família” com problemas perante circunstâncias extraordinárias. Sem serem fantásticos, Mark Wahlberg e Zooey Deschanel adequam-se bem aos seus papéis e garantem o funcionamento da película, temperada com momentos de humor mais ou menos conseguidos.
Pela sua simplicidade, “O Acontecimento” pode desagradar aos fãs mais entusiastas de Shyamalan, mas confirma o talento deste como criador de situações irreais que se assemelham a sonhos, preservando uma inquietante credibilidade.
A melhor cena: A queda dos operários.
A pior cena: Josh e Jared interrogam Elliott sobre a relação deste.
Nota: 7/10.
terça-feira, junho 17, 2008
28
“Stadium”, 20-04-1932:
“Recebemos da direcção do Sport Lisboa e Benfica um amável convite, que agradecemos, para assistirmos, no Cinema Condes, à projecção da esplêndida película realizada por ocasião das festas do aniversário do clube das Amoreiras.
Indiscutivelmente, trata-se de uma documentação imponente, tão boa como as melhores sob o ponto de vista da propaganda. Se toda Lisboa a apreciasse, dar-se-ia um enorme passo para mais, ainda, no nascente prestígio, entre nós, da causa da Educação Física.”
“Recebemos da direcção do Sport Lisboa e Benfica um amável convite, que agradecemos, para assistirmos, no Cinema Condes, à projecção da esplêndida película realizada por ocasião das festas do aniversário do clube das Amoreiras.
Indiscutivelmente, trata-se de uma documentação imponente, tão boa como as melhores sob o ponto de vista da propaganda. Se toda Lisboa a apreciasse, dar-se-ia um enorme passo para mais, ainda, no nascente prestígio, entre nós, da causa da Educação Física.”
quinta-feira, junho 12, 2008
Fado
“A Bola” (direcção de Tavares da Silva), 15-05-1933:
“O galã do filme de Cotinelli Telmo “A Canção de Lisboa” é interpretado pelo distinto atleta e cineasta portuense Manuel de Oliveira.
Ainda não se sabe quem vai interpretar o papel de “vedeta” feminina do filme.
O director da produção de “A Canção de Lisboa” é o nosso querido amigo e distinto “sportsman” João Ortigão Ramos.”
“A Bola”, 24-07-1933:
“As filmagens da “Canção de Lisboa” devem terminar no dia 10 de Setembro.
Brevemente devem ser filmadas algumas cenas no Rossio, que serão oportunamente anunciadas ao público de Lisboa.
“O galã do filme de Cotinelli Telmo “A Canção de Lisboa” é interpretado pelo distinto atleta e cineasta portuense Manuel de Oliveira.
Ainda não se sabe quem vai interpretar o papel de “vedeta” feminina do filme.
O director da produção de “A Canção de Lisboa” é o nosso querido amigo e distinto “sportsman” João Ortigão Ramos.”
“A Bola”, 24-07-1933:
“As filmagens da “Canção de Lisboa” devem terminar no dia 10 de Setembro.
Brevemente devem ser filmadas algumas cenas no Rossio, que serão oportunamente anunciadas ao público de Lisboa.
Todos os que têm assistido à exibição dos planos filmados da “Canção de Lisboa” elogiam unanimemente o trabalho de Vasco Santana e Beatriz Costa, o grande par do cinema português.”
domingo, junho 08, 2008
Jun(h)o
Muitos “olés” para Ellen Page, Diablo Cody e Jason Reitman. Quanto á comparação com “Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos”, acaba por ser bastante subjectiva. Pessoalmente, prefiro a transbordante doçura de “Juno”, comovente sem ser lamechas. A personagem de Michael Cera é um dos pontos fulcrais do filme e contribui para a nossa identificação, mas não acho que tenha sido descuidada pelo argumento, surgindo apenas quando é necessária.
terça-feira, junho 03, 2008
Grátis
Programa de uma das sessões de “cinema gratuito” oferecidas pelo jornal portuense “Sporting” aos seus leitores em 1931, com filmes fornecidos pelo distribuidor Castello Lopes:
“Terça-feira, 31, às 21 ¼
No Palácio de Cristal
1 – Documentário Português
2 a 3 – Bibi entre selvagens – Cómica.
Intervalo
4 a 9 – “Malacara cavalo selvagem”
Admirável trabalho de Tom Mix.
Intervalo
10 a 15 – “Morte Cansada”
Super-produção de Fritz Lang com os conhecidos artistas: Lile Dagobert e Benny Gestz.
Concerto por um reprodutor “Radio-Gramofone”, aparelho double, da excelente marca alemã “Owin-Radio”.”
“Terça-feira, 31, às 21 ¼
No Palácio de Cristal
1 – Documentário Português
2 a 3 – Bibi entre selvagens – Cómica.
Intervalo
4 a 9 – “Malacara cavalo selvagem”
Admirável trabalho de Tom Mix.
Intervalo
10 a 15 – “Morte Cansada”
Super-produção de Fritz Lang com os conhecidos artistas: Lile Dagobert e Benny Gestz.
Concerto por um reprodutor “Radio-Gramofone”, aparelho double, da excelente marca alemã “Owin-Radio”.”
domingo, junho 01, 2008
Esperar
“Amor e Outros Desastres”, de Alek Keshishian
Embora com uma história “londrina”, este é um filme internacional, com Luc Besson e David Fincher a figurarem como produtores executivos e duas estrelas de Hollywood a realizarem “cameos”. A americana Brittany Murphy encabeça um elenco britânico (incluindo vedetas da “britcom” como Dawn French e Catherine Tate), numa comédia romântica que procura reflectir sobre a correspondência entre o amor no cinema e na vida real.
Embora com uma história “londrina”, este é um filme internacional, com Luc Besson e David Fincher a figurarem como produtores executivos e duas estrelas de Hollywood a realizarem “cameos”. A americana Brittany Murphy encabeça um elenco britânico (incluindo vedetas da “britcom” como Dawn French e Catherine Tate), numa comédia romântica que procura reflectir sobre a correspondência entre o amor no cinema e na vida real.
Murphy tem uma boa presença e actua sem grande mácula, mas depressa se percebe que a personagem de Matthew Rhys é mais interessante que a protagonista (os restantes actores, reunidos no final, esboçam figuras demasiado básicas). A história desta desenvolve-se com base num equívoco óbvio que acaba por divertir pelo seu arrastamento.
Tentando distanciar-se dos clichés e truques narrativos do género, a longa-metragem acaba por nunca ficar longe deles, tornando-se o esforço satírico algo frívolo. A graça de algumas situações não é ajudada por uma realização que parece mais própria da comédia televisiva.
Fugindo ao disparate, “Amor e Outros Desastres” não vem acrescentar muito a outras histórias britânicas (a não ser talvez uma maior exploração da perspectiva homossexual), deixando-nos sem conclusões (?) sobre o funcionamento das relações.
A melhor cena: Peter apresenta o argumento ao produtor.
A pior cena: O casamento não se realiza.
Nota: 5/10.
quinta-feira, maio 29, 2008
Recorde?
"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", de Steven Spielberg, ultrapassou os 245 mil espectadores na primeira semana de exibição em Portugal.
A partir daqui, é sempre a descer.
sexta-feira, maio 23, 2008
Foi
“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, de Steven Spielberg
É difícil encontrar um paralelo em termos de antecipação e expectativa relativamente a um filme nos últimos anos, a não ser as últimas longas-metragens realizadas por George Lucas. Por isso mesmo, era difícil corresponder à ânsia dos fãs e alcançar o nível de qualidade e magnetismo das aventuras dos anos 80.
É difícil encontrar um paralelo em termos de antecipação e expectativa relativamente a um filme nos últimos anos, a não ser as últimas longas-metragens realizadas por George Lucas. Por isso mesmo, era difícil corresponder à ânsia dos fãs e alcançar o nível de qualidade e magnetismo das aventuras dos anos 80.
O grande trunfo do novo capítulo é precisamente a personagem principal, interpretada com a segurança do costume por Harrison Ford, tanto mais que nenhuma das novidades convence plenamente. Cate Blanchett é divertida, mas não passa disso, a personagem de Shia LaBoeuf não obtém a interacção necessária com o protagonista, a reunião familiar, embora “linda”, roça o meloso, e a parte onde predominam os efeitos especiais não tem o impacto pretendido.
Claro que nos são apresentadas paisagens exóticas, doses maciças de aventura e perseguições com um ritmo imparável que agarram o espectador. No entanto, falta sempre algo de especial que nunca aparece (como diálogos verdadeiramente engraçados).
É um pouco demais dizer que não valeu a pena fazer um quarto filme, quanto mais não seja para ficarmos a conhecer o que aconteceu ao arqueólogo nos anos seguintes à cruzada, mas claramente Lucas e Spielberg não conseguiram fazer reviver o mito.
A melhor cena: A explosão nuclear.
A pior cena: Indy reencontra Marion.
Nota: 6/10.
terça-feira, maio 20, 2008
Riscos
Para além de relembrar uma questão acerca da série Indiana Jones (mais Lucas ou mais Spielberg?), este texto de João Pedro Jorge vem contrariar as expectativas mais elevadas. No entanto, não é caso para espalhar o pânico, tendo em conta os sinais vindos de Cannes e as opiniões frequentemente bizarras dos críticos do Claquete.
quinta-feira, maio 15, 2008
Reportagem 3
“O Sport de Lisboa”, 15-09-1923:
“O film do encontro Portugal-Espanha efectuado em Lisboa no ano findo está sendo passado no Rio de Janeiro com grande sucesso.
Os diversos quadros em que está dividido o film são réclamados (sic) com títulos como estes:
Carlos Guimarães, o estupendo “keeper” português – Ricardo Zamora, o fenomenal arqueiro espanhol – Os formidáveis ataques portugueses e as defesas dos “backs” espanhóis – Aspectos das arquibancadas, repletas de um povo delirante (…) – O “goal” dos espanhóis – Guimarães parece feito de molas!”
“O film do encontro Portugal-Espanha efectuado em Lisboa no ano findo está sendo passado no Rio de Janeiro com grande sucesso.
Os diversos quadros em que está dividido o film são réclamados (sic) com títulos como estes:
Carlos Guimarães, o estupendo “keeper” português – Ricardo Zamora, o fenomenal arqueiro espanhol – Os formidáveis ataques portugueses e as defesas dos “backs” espanhóis – Aspectos das arquibancadas, repletas de um povo delirante (…) – O “goal” dos espanhóis – Guimarães parece feito de molas!”
domingo, maio 11, 2008
Doença
“Sicko”, de Michael Moore
Após o frenesim mediático em redor do seu filme de 2004, gerou-se uma acentuada curiosidade acerca do novo projecto de Michael Moore, que procura agora atingir as empresas seguradoras e farmacêuticas e defender a criação de um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito nos EUA.
Após o frenesim mediático em redor do seu filme de 2004, gerou-se uma acentuada curiosidade acerca do novo projecto de Michael Moore, que procura agora atingir as empresas seguradoras e farmacêuticas e defender a criação de um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito nos EUA.
Revelando situações obscenas criadas pela falta de apoio social aos doentes no país, o documentário introduz um humor corrosivo resultante da exposição do que é incrivelmente real e propõe soluções e mentalidades alternativas à condenação fácil da socialização da medicina.
Surgem novamente marcas polémicas do estilo de Moore, como a exploração do sofrimento dos entrevistados (embora o tema seja sensível por natureza) e a omissão de aspectos que possam contrariar a tese do realizador, como os problemas de sustentabilidade do “estado social” europeu ou a ditadura cubana. No entanto, verifica-se um certo esforço de contenção (Moore só aparece à frente da câmara após três quartos de hora de filme) e o cineasta confirma ser um mestre da provocação.
Sem a mordacidade de “Bowling for Columbine” mas mais credível que “Fahrenheit 9/11”, “Sicko” é um filme político que alcança plenamente o seu objectivo.
A melhor cena: Reagan alerta para o avanço do socialismo.
A pior cena: A mudança do casal.
Nota: 7/10.
segunda-feira, maio 05, 2008
Reportagem 2
Um outro exemplo da presença do futebol nas actualidades cinematográficas ocorreu no final de Dezembro de 1921, quando o cinema Condes exibiu as imagens captadas por Albert Durot nos jogos disputados em Lisboa no Natal desse ano pela equipa checoslovaca do Union de Praga, que derrotara o Casa Pia e o Sporting.
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