quinta-feira, setembro 18, 2008
Abba
Em Portugal, de acordo com o ICA, o filme "Mamma Mia!" obteve em duas semanas de exibição uma receita de bilheteira superior à alcançada por "O Cavaleiro das Trevas" em oito.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Início
Notícia publicada no jornal “Angola Desportiva” em 23 de Abril de 1932:
“Têm obtido esplêndidos resultados as experiências de televisão realizadas nos Estados Unidos. Parece próximo o dia em que, sem saírem de casa, os cinéfilos poderão admirar os artistas favoritos, com a mesma facilidade com que os possuidores de um aparelho de rádio-telefonia escutam hoje um concerto emitido a muitos milhares de quilómetros.
Alegrem-se, cinéfilos! Vai haver uma distribuição geral de Gretas Garbo e Lilians Harvey ao domicílio!”
“Têm obtido esplêndidos resultados as experiências de televisão realizadas nos Estados Unidos. Parece próximo o dia em que, sem saírem de casa, os cinéfilos poderão admirar os artistas favoritos, com a mesma facilidade com que os possuidores de um aparelho de rádio-telefonia escutam hoje um concerto emitido a muitos milhares de quilómetros.
Alegrem-se, cinéfilos! Vai haver uma distribuição geral de Gretas Garbo e Lilians Harvey ao domicílio!”
quinta-feira, setembro 11, 2008
Topo
Estes foram os dez filmes com mais espectadores nas salas de cinema portuguesas entre 1 de Janeiro e ontem:
1. “O Panda do Kung Fu”
2. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
3. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
4. “O Cavaleiro das Trevas”
5. “Wall.E”
6. “A Múmia: O Túmulo do Imperador Dragão”
7. “Procurado”
8. “Hancock”
9. “O Sexo e a Cidade”
10. “Expiação”
Ao contrário do que se poderia esperar, a Dreamworks prepara-se para vencer novamente a Pixar no duelo da animação nas bilheteiras lusas. Quanto ao novo filme de Batman, apesar do óbvio impacto comercial, não parece vir a atingir valores históricos ao nível dos registados nos EUA. Num escalão muito abaixo, os cerca de dez mil espectadores reclamados por “Aquele Querido Mês de Agosto”, de Miguel Gomes, constituem uma marca surpreendentemente positiva.
1. “O Panda do Kung Fu”
2. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
3. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
4. “O Cavaleiro das Trevas”
5. “Wall.E”
6. “A Múmia: O Túmulo do Imperador Dragão”
7. “Procurado”
8. “Hancock”
9. “O Sexo e a Cidade”
10. “Expiação”
Ao contrário do que se poderia esperar, a Dreamworks prepara-se para vencer novamente a Pixar no duelo da animação nas bilheteiras lusas. Quanto ao novo filme de Batman, apesar do óbvio impacto comercial, não parece vir a atingir valores históricos ao nível dos registados nos EUA. Num escalão muito abaixo, os cerca de dez mil espectadores reclamados por “Aquele Querido Mês de Agosto”, de Miguel Gomes, constituem uma marca surpreendentemente positiva.
segunda-feira, setembro 08, 2008
Castelhano
“Ponto de Mira”, de Pete Travis
A estreia de Pete Travis nas grandes produções parte de uma premissa tentadora, ao apresentar diferentes perspectivas de um acontecimento (um atentado contra o presidente americano numa cimeira mundial em Espanha), cada uma das quais acrescenta algo ao que já sabemos.
A estreia de Pete Travis nas grandes produções parte de uma premissa tentadora, ao apresentar diferentes perspectivas de um acontecimento (um atentado contra o presidente americano numa cimeira mundial em Espanha), cada uma das quais acrescenta algo ao que já sabemos.
O mecanismo narrativo revela-se interessante à medida que os “twists” se sucedem, embora os momentos em que a fita “rebobina” se tornem repetitivos. Sem terem grandes rasgos, actores como Dennis Quaid, Forest Whitaker ou William Hurt asseguram competência na representação.
As possibilidades da história acabam por ser desbaratadas quando termina a sucessão de pontos de vista e se passa ao clímax, com uma perseguição automóvel interminável. A pouca espessura das personagens e o recurso do argumento a soluções óbvias são então claramente mostrados. Ao mesmo tempo, o filme tenta por vezes assumir um conteúdo político que de tão superficial resulta em nada.
O combate ao terrorismo e o papel dos EUA nessa luta, elementos do contexto do filme de Travis, passam para segundo plano com os esforços infrutíferos do “thriller” para surpreender e manter a emoção, acabando por não passar da mediania.
A melhor cena: Os agentes perseguem Enrique.
A pior cena: Harold fala com a família.
Nota: 5/10.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Mítico
Os dias vão passando e "Disaster Movie" continua a ser o filme pior classificado pelos visitantes do IMDB, embora a sua média tenha subido de 1,2 para 1,3 (em 10).
domingo, agosto 31, 2008
Galinha
É bom rever “Ases pelos Ares 2”, de Jim Abrahams, e divertirmo-nos com os diálogos hilariantes e o “nonsense” assumido ao estilo dos desenhos animados de Tex Avery. A sátira cinéfila não se limita à cópia dos planos originais e a imaginação e capacidade de auto-paródia vão além da mera acumulação de situações nojentas. Os argumentistas da geração “Scary Movie” parecem não ter aprendido nada com os clássicos.
Entretanto, será que o aparente insucesso de “Disaster Movie” adiará a oportunidade de vermos por cá aquele que pode ser o “Plan 9 From Outer Space” de Seltzer e Friedberg?
sábado, agosto 23, 2008
Poderes
“Superhero Movie – Um Estrondo de Filme”, de Craig Mazin
Interesso-me tanto pela obra de Seltzer e Friedberg por achar que estão para a má comédia como Woody Allen para a boa. Craig Mazin, argumentista dos últimos dois filmes da série “Scary Movie” que agora passa à realização, encontra-se um pouco mais abaixo (ou melhor, acima), parodiando longas-metragens sem cair no extremo do mau gosto mas também sem grandes ideias.
Interesso-me tanto pela obra de Seltzer e Friedberg por achar que estão para a má comédia como Woody Allen para a boa. Craig Mazin, argumentista dos últimos dois filmes da série “Scary Movie” que agora passa à realização, encontra-se um pouco mais abaixo (ou melhor, acima), parodiando longas-metragens sem cair no extremo do mau gosto mas também sem grandes ideias.
Leslie Nielsen mostra a sua prática neste género cinematográfico (sobre o resto do elenco não há muito a dizer) num filme que segue sobretudo a linha narrativa de “Homem-Aranha”, descarrilando quando introduz referências a outros super-heróis.
Disparando incessantemente piadas, Mazin demonstra ter muita munição mas o que concretiza são quase apenas “gags” nojentos com cadáveres, excesso de urina, flatulência ruidosa, roupa interior do Dalai Lama, animais excitados, vómitos ou pancadas sucessivas.
Podendo ajudar a descontrair, “Superhero Movie” acaba por ser mais uma tentativa falhada de sátira cinéfila que recorre a soluções fáceis para causar gargalhadas.
A melhor cena: Albert acorda do coma.
A pior cena: Stephen Hawking na feira de ciências.
Nota: 4/10.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Consenso
Depois de "The Incredibles" e "Ratatouille", pensei que a Pixar não podia fazer melhor.
Caramba, como sou estúpido.
Caramba, como sou estúpido.
domingo, agosto 17, 2008
Poço
O que tem “Uns Espartanos do Pior”, de Aaron Seltzer e Jason Friedberg?
— As mamas de Carmen Electra
— Caricaturas sem graça de Britney Spears, Paris Hilton e outras celebridades
— Reproduções de programas televisivos americanos
— Testículos e vaginas (encobertas)
— As mamas de Carmen Electra
— Coisas retiradas ao acaso de filmes do ano passado
— A canção “I Will Survive”
— Pouco mais de uma hora de duração que passa lentamente
— Ideias falhadas
— As mamas de Carmen Electra
Só não tem piada nenhuma…
— As mamas de Carmen Electra
— Caricaturas sem graça de Britney Spears, Paris Hilton e outras celebridades
— Reproduções de programas televisivos americanos
— Testículos e vaginas (encobertas)
— As mamas de Carmen Electra
— Coisas retiradas ao acaso de filmes do ano passado
— A canção “I Will Survive”
— Pouco mais de uma hora de duração que passa lentamente
— Ideias falhadas
— As mamas de Carmen Electra
Só não tem piada nenhuma…
Sapato
“Get Smart – Olho Vivo”, de Peter Segal
O extinto canal por cabo SIC Comédia permitiu que as novas gerações (seja lá o que isso for) lusas conhecessem bem uma série clássica da comédia televisiva americana que parodia o género de espionagem com uma graça que não viria a ser igualada. A transposição para o cinema das aventuras do agente Maxwell Smart constituía desde logo um projecto bastante aliciante.
O extinto canal por cabo SIC Comédia permitiu que as novas gerações (seja lá o que isso for) lusas conhecessem bem uma série clássica da comédia televisiva americana que parodia o género de espionagem com uma graça que não viria a ser igualada. A transposição para o cinema das aventuras do agente Maxwell Smart constituía desde logo um projecto bastante aliciante.
A escolha de Steve Carell para o papel do protagonista não podia ser mais óbvia nem mais acertada, com o à-vontade do actor a garantir a viabilidade da película. O restante elenco funciona de forma aceitável (embora Alan Arkin esteja um pouco exagerado), procurando-se dar a atenção mínima às várias personagens secundárias.
O principal problema é que o argumento do filme nunca convence plenamente quanto ao desenrolar da história ou aos “gags” humorísticos, no meio dos quais poucos se aproveitam. A relação entre os agentes 86 e 99 não surge bem conseguida, evoluindo de forma apressada e convencional.
A obra de Segal (um realizador como outro qualquer) entretém e não trai demasiado o espírito da série, mas fica bastante aquém do que poderia ter sido com um material de base deste tipo.
A melhor cena: Max conversa com Dalip.
A pior cena: 99 tem um “flash-back”.
Nota: 5/10.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Pipocas
Agora a ordenação que faz mais sentido é esta:
"A Guerra das Estrelas"
"O Cavaleiro das Trevas"
"Titanic"
"A Guerra das Estrelas"
"O Cavaleiro das Trevas"
"Titanic"
sábado, agosto 02, 2008
Ordem
Eu colocaria estes quatro filmes por ordem decrescente de valor:
“Michael Clayton – Uma Questão de Consciência”
“O Cavaleiro das Trevas”
“Juno”
“Nome de Código: Cloverfield”
“Michael Clayton – Uma Questão de Consciência”
“O Cavaleiro das Trevas”
“Juno”
“Nome de Código: Cloverfield”
Facto
No cartaz dos cinemas do “Diário de Notícias” de hoje, é atribuída a realização de “A Múmia – O Túmulo do Imperador Dragão” à francesa Julie Delpy, e não a Rob Cohen, como seria correcto.
Será realmente interessante conhecer a explicação?
quarta-feira, julho 23, 2008
Caveiras
“Tropa de Elite”, de José Padilha
O maior êxito de bilheteira brasileiro do ano passado apresenta toda a violência e a polémica que o celebrizaram. O combate ao crime tal como é mostrado aproxima-se da máxima “tu és uma doença, eu sou a cura”, mas com mais inteligência e qualidade nas cenas de acção.
O maior êxito de bilheteira brasileiro do ano passado apresenta toda a violência e a polémica que o celebrizaram. O combate ao crime tal como é mostrado aproxima-se da máxima “tu és uma doença, eu sou a cura”, mas com mais inteligência e qualidade nas cenas de acção.
Afirmando claramente e até com alguma coragem a sua perspectiva quanto ao problema social abordado, o filme aponta como inútil e hipócrita a tolerância para com os traficantes e destaca o carácter quase heróico dos polícias militares que recusam a corrupção (também denunciada). A aceitação da dureza do comportamento do capitão Nascimento e dos seus subordinados passa pela questionável admissão da utilidade da tortura.
Deixando para segundo plano essa mensagem, “Tropa de Elite” revela-se acima de tudo um bom filme de acção, com a montagem e a realização a garantirem a emoção e o ritmo constante da obra, apoiada pelos bons desempenhos de Wagner Moura, Caio Mendonça e André Ramiro. No entanto, o filme fraqueja um pouco nas cenas ligadas aos dramas pessoais dos personagens.
Tão “fascista” como qualquer fita onde os “bons” usam a violência, a longa-metragem de Padilha dá maior visibilidade ao cinema brasileiro e revela a possibilidade de filmar uma guerra sem cair na facilidade.
A melhor cena: Matias defende a polícia na faculdade.
A pior cena: Nascimento decide recuperar o corpo do “fogueteiro”.
Nota: 7/10.
Escolha
A ambiguidade moral do final de “Vista pela Última Vez…” é particularmente interessante, fazendo reflectir sobre o peso das decisões que tomamos. Quanto a Ben Affleck, sem deslumbrar, esforça-se por ficar conhecido para a posteridade como algo mais que o actor de “Duro Amor” e “Bounce – Um Acaso com Sentido”.
sábado, julho 19, 2008
Mão aberta
Já lá vão cinco anos de vida deste blogue. Cinco anos cheios de filmes e muito, muito mais. Permanece a vontade de continuar, com ou sem motivo. Agradeço ao Fernando, à Sara e a todos os que por aqui passam, mesmo por acidente.
terça-feira, julho 15, 2008
Antes da televisão
Nos anos 30, era comum, aquando dos jogos disputados pela selecção nacional de futebol, a produção de documentários sobre as partidas exibidos poucos dias depois destas nos cinemas de Lisboa e mais tarde noutros pontos, inclusive nas colónias. No caso do Portugal-Espanha (1-0) ocorrido no estádio das Salésias em 30 de Janeiro de 1938, a cobertura cinematográfica realizada pela produtora Lisboa Filme e exibida no São Luís, com comentários do seleccionador Cândido de Oliveira, revelou a validade de um golo a favor dos portugueses marcado pelo benfiquista Espírito Santo e anulado pelo árbitro por alegado fora-de-jogo (“Stadium”, 23-02-1938).
domingo, julho 13, 2008
Águia
“Hancock”, de Peter Berg
No meio da onda de filmes sobre super-heróis que percorre os cinemas, uma abordagem diferente da temática poderia passar pela paródia pura (como se fez em “Superhero Movie – Um Estrondo de Filme”, com resultados aparentemente infelizes), mas os produtores de “Hancock” preferiram apostar na criação de uma nova personagem politicamente incorrecta com um universo próprio.
No meio da onda de filmes sobre super-heróis que percorre os cinemas, uma abordagem diferente da temática poderia passar pela paródia pura (como se fez em “Superhero Movie – Um Estrondo de Filme”, com resultados aparentemente infelizes), mas os produtores de “Hancock” preferiram apostar na criação de uma nova personagem politicamente incorrecta com um universo próprio.
A escolha do realizador talvez não tenha sido a mais acertada, já que Berg chega a ser irritante com a tremedeira da câmara em cenas que não a justificam. No entanto, o resto do conjunto é suficientemente sólido, com Will Smith a demonstrar o à-vontade de todos os outros filmes e Charlize Theron a obter desta vez o resultado pretendido.
Partindo de uma interessante premissa cómica, a obra revela-se mais complexa do que parecia, acabando por combinar elementos de diferentes géneros à medida que se conhecem as origens do protagonista. O equilíbrio dos vários aspectos (acção, comédia, drama, efeitos especiais) é frágil e resulta num filme um pouco estranho, mas nunca se desfaz totalmente.
“Hancock” dá ao cinema um novo super-herói e, evitando o disparate, garante os objectivos de entretenimento, dentro de um patamar pouco elevado.
A melhor cena: Hancock parte o rolo da massa.
A pior cena: Red na prisão.
Nota: 6/10.
sexta-feira, julho 11, 2008
A meio
Estes foram os dez filmes com mais espectadores nos cinemas de Portugal entre 1 de Janeiro e 9 de Julho deste ano:
1. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
2. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
3. “Expiação”
4. “Eu Sou a Lenda”
5. “Horton e o Mundo dos Quem”
6. “10 000 AC”
7. “O Sexo e a Cidade”
8. “Nunca É Tarde Demais”
9. “Homem de Ferro”
10. “Loucuras em Las Vegas”
1. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”
2. “Astérix nos Jogos Olímpicos”
3. “Expiação”
4. “Eu Sou a Lenda”
5. “Horton e o Mundo dos Quem”
6. “10 000 AC”
7. “O Sexo e a Cidade”
8. “Nunca É Tarde Demais”
9. “Homem de Ferro”
10. “Loucuras em Las Vegas”
Com o líder esperado e a curiosidade da existência de dois filmes europeus no pódio do ICA, a lista é relativamente heterogénea mas não muito surpreendente. O representante do cinema de animação será provavelmente substituído em breve por “O Panda do Kung Fu”. Mais para baixo, destaca-se o êxito de António-Pedro Vasconcelos (e Soraia Chaves), com “Call Girl” a alcançar o 11.º lugar. O grande vencedor dos Óscares, “Este País não É para Velhos”, fica na décima quarta posição, enquanto “Uns Espartanos do Pior”, de Seltzer e Friedberg, ocupa confortavelmente o lugar 37.
segunda-feira, julho 07, 2008
Sem parar
“No Vale de Elah”, de Paul Haggis
O último filme escrito e realizado por Haggis passou relativamente despercebido, tendo em conta que o galardão que o cineasta obteve com “Colisão”. Ao contrário deste, aposta menos no conjunto que no trabalho dos actores, em especial Tommy Lee Jones e Charlize Theron.
O último filme escrito e realizado por Haggis passou relativamente despercebido, tendo em conta que o galardão que o cineasta obteve com “Colisão”. Ao contrário deste, aposta menos no conjunto que no trabalho dos actores, em especial Tommy Lee Jones e Charlize Theron.
A contenção de Jones, somada à dignidade mantida pela sua personagem, dá origem a uma interpretação de grande nível, elevando novamente a cotação do actor. Quanto a Theron, a verdade é que por vezes parece desnecessária, sendo pouco credíveis as suas manifestações de sentimentos. Por seu turno, Susan Sarandon deveria ter sido melhor explorada.
Acompanhando a investigação acerca do destino de um soldado, a obra acaba por conduzir-nos ao impacto da guerra iraquiana nos militares que a fazem e na retaguarda, lembrando que a razão é uma das vítimas de qualquer conflito. Sem perder arrojo na realização, Haggis sabe expor a situação de modo a evitar cair na facilidade (o corte de uma cena existente no DVD que aborda o problema dos mutilados pode ser um sinal desse cuidado).
Ficando aquém do valor de “Colisão” (sem falar dos filmes de Clint Eastwood que Haggis escreveu), “No Vale de Elah” é convincente na sua perspectiva acerca dos males de uma América cuja inocência se perde irremediavelmente.
A melhor cena: Hank e Joan no corredor.
A pior cena: Emily reencontra a “mulher do cão”.
Nota: 7/10.
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